terça-feira, 29 de novembro de 2016

AS OCORRÊNCIAS TRÁGICAS

As tragédias coletivas “contaminam” a todos, mesmo que não sejam vítimas diretas, pois trazem à realidade uma cena dramática em um nível de aniquilamento com o qual é muito complicado lidar.

Sempre que vivenciamos uma tragédia, especialmente as coletivas, isso ocasiona uma comoção maior, é indispensável um tempo para tentar elaborar.

As ocorrências trágicas podem desencadear emoções intensas, podendo causar conseqüências devastadoras na estrutura psíquica dos envolvidos, hoje a dor dos sobreviventes e dos familiares é física, mas no futuro poderá passar a ser emocional.

Estudos mostram que é comum surgirem problemas emocionais após um acontecimento dessa proporção, problemas esses inclusive em pessoas que não tem ligação direta com as vitimas. Agora é necessário também cuidar dos outros, população em geral, voluntários, etc.

Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Membro do Latin American Quality Institute

  Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA 
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101  | Fone : 55.99167-7928
CRUZ ALTA RS,

domingo, 20 de novembro de 2016

O “ANALGÉSICO” DA ALMA!



Cutting = AUTOMUTILAÇÃO - As grandes vítimas se encontram, geralmente, na fase da adolescência, a idade das emoções.

É uma prática que consiste em fazer pequenos cortes no corpo.
Imagens retirada da internet

Automutilação é um problema que precisa de atenção e cuidado, por meio de avaliação.

É muito importante que a escola e a família estejam atentas aos adolescentes que venham praticar o cutting (Automutilação) prática que está ganhando uma perigosa popularidade.

É um transtorno que tem idade para começar, mas não para acabar. O início do quadro ocorre na adolescência, geralmente entre 13 e 15 anos, tende a diminuir depois dos 20 anos, mas, se não tratado, pode perdurar por muitos anos, pois a pessoa sente-se incapaz de parar com tal prática. 

Mesmo não sendo regra, em alguns casos mais graves o indivíduo pode tentar se ferir de maneira mais violenta, levando a danos maiores e até fatais.

Infelizmente, A AUTOMUTILAÇÃO ESTÁ SE TORNANDO UMA EPIDEMIA, sobretudo por causa das redes sociais, o principal público atingindo são meninas de 13 a 17 anos. Nessa idade, a pessoa não tem a personalidade formada e assume um comportamento de grupo altamente perigoso. Muitos acabam praticando algum episódio para tentar acompanhar um grupo, sendo uma experiência dolorosa, a maioria dos adolescentes acaba interrompendo o comportamento. Porém, quando a automutilação continua, comumente é porque estamos diante um jovem que vive em grande sofrimento emocional.

A dor de um adolescente que se automutila é grande, ele recorre a mutilação com o intuito de a dor no corpo amenizar a dor na alma, (o corte alivia a dor psíquica), no entanto, logo após o alívio, vem uma sensação de vergonha, de arrependimento, de ser descoberto no seu ato, a pessoa sente culpa e medo, sentimentos que fazem com que o adolescente se isole e se sinta sozinho.



Na minha prática clínica, já tratei de muitos casos de automutilação e o que se vê é que não conseguem expressar através das palavras a sua dor física ou emocional. A automutilação é uma tentativas de se comunicar, de dizer da dor e do sofrimento apesar da falta de palavras ou da falta de escuta. 
A automutilação é uma tentativas de se comunicar,
de dizer da dor e do sofrimento apesar da falta de palavras

A motivação referida pelos pacientes é que eles se cortam para:
- “aliviar uma sensação ruim”,
- “sinto alívio na dor sentimental, troco-a pela física. Pelo menos por um momento eu me sinto livre de tudo.”
- “É mais forte do que eu”, 
- “É um vício, me corto mais e mais e, mesmo sabendo dos danos que podem acontecer, não consigo parar”

Cada indivíduo que o pratica poderá dar uma explicação para suas próprias ações. O certo é que há um sofrimento que não pode ser ignorado.

A automutilação não tem como objetivo chamar a atenção, é usado como um escape para aliviar a tensão. Quem o pratica não quer que os pais saibam, o fazem escondido, na sua maioria, tentam esconder as suas marcas e têm vergonha do seu ato de autoflagelo. Sabem que as pessoas reprovam essa atitude. Raramente pedem ajuda.

Sinal, de alerta, que deve despertar a atenção dos pais: 

- Um dos sinais mais peculiares da prática de automutilação é o uso de roupas compridas, mesmo em dias de calor, para esconder as marcas.
Obs: Geralmente os cortes são feitos em locais mais fáceis de serem cobertos, como braços, pernas e abdome.

É importante, também, ficar atento as mudanças bruscas de humor, hábitos ou horários, pois a alteração de comportamento dos adolescentes pode ser um indicativo de que estão com problemas.

É fundamental que os adultos aprendam a conhecer seus filhos!

Grande parte dos pais sequer percebe que os filhos têm se cortado com canivetes, lâminas de barbear e até lâminas de apontadores de lápis.

Se um pai ou mãe descobrir sobre a automutilação do filho não entre em pânico, Manter a calma será muito importante. O acolhimento amoroso dever ser a primeira reação. Será fundamental adotar uma postura de disponibilidade para escutar Não pergunte diretamente sobre a automutilação, pergunte o que o faz sofrer, mostre interesse por aquilo que o jovem pensa e sente, dando-lhe espaço para partilhar, mas não o obrigando.
Em seguida, ao tomar consciência da situação do filho, os pais devem procurar ajuda profissional. Geralmente uma ajuda psiquiátrica é necessária, aliada a psicoterapia.

Caso a escola seja a primeira a perceber, deve comunicar os pais e não somente achar que é um fenômeno passageiro ou da moda. 

Lembre-se dizer apenas para parar de fazer terá pouco efeito.

A pessoa só se livra do vício se auxiliada por um profissional que vai dar voz a essa dor, muitas vezes inconscientes, que a levam à automutilação.

TRATAMENTO 
A automutilação (cutting) não pode ser tratado apenas com medicamentos. A psicoterapia é fundamental!

A psicoterapia é fundamental porque é o espaço em que ele é autorizado a falar das suas dores emocionais, físicas e da sua angústia. É onde ele será acolhido na sua individualidade.

Cabe salientar que a automutilação, muitas vezes, está relacionada a outros problemas psicológicos, como depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), ansiedade e transtornos alimentares.

A duração do tratamento depende da gravidade das lesões e do tempo das práticas de automutilação.


Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O INIMIGO INVISÍVEL

FAÇO TUDO CERTO E NÃO EMAGREÇO!!!!!

Faço Atividade Física, Vou a Nutricionista, faço Acompanhamento Médico ... 

VOCÊ SABE COMO TEUS PENSAMENTOS INFLUENCIAM SEU PROCESSO DE EMAGRECIMENTO? O QUE VOCÊ DIZ PARA VOCÊ?

Você constrói seus pensamentos e seu cérebro e seu corpo reage a essa construção.

Alguma “coisa” inconsciente “não quer” e “não deixa” você atingir suas metas conscientes. Se o problema não for identificado e solucionado, você continuará anos e anos assim – até que um dia será vencia pela obesidade. É isso que você quer?

VOCÊ SABIA QUE A PSICOLOGIA TAMBÉM TEM FOCO NO SEU PROCESSO DE EMAGRECIMENTO?

A solução pode estar, sim, em um tratamento psicológico complementar ao tratamento médico - nutricional.

Se você não compreender que precisa desse tipo de tratamento, ficará refém da obesidade. O “inimigo invisível” vai estar sempre por perto, muito mais forte do que você imagina. Por outro lado, identificado e tratado, perde força.

Lembre-se: toda vez que houver um conflito entre a vontade consciente (querer emagrecer) e um problema inconsciente (resistência a emagrecer), vencerá o inconsciente.

USE A PSICOLOGIA PARA AUXILIAR NO SEU EMAGRECIMENTO!!!!

A terapia com auxilio da Hipnose ajuda modificar teus pensamentos e criar novas redes neurais mais positivas para qualquer processo de mudança que desejar.

Com as sessões de Psicoterapia e hipnose é possível diminuir a ansiedade e as compulsões, diminuindo, assim, a vontade de comer, o manequim e os números da balança.


Entre os principais benefícios da hipnose está a possibilidade de aprender a diferenciar a fome emocional da física, modificar a maneira de pensar sobre alimentação, mudar pensamentos e crenças autoderrotistas e sabotadoras, conseguir sustentar novos hábitos alimentares e motivação para prática de exercícios físicos. O resultado é a redução da fome, saciedade com pouca quantidade de alimentos, motivação para se exercitar e a escolhas por alimentos saudáveis. 
Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Psicóloga laureada com diversos prêmios: Internacional, Nacional e Estadual 

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STRESS

É uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais.

Ele incide quando surge a necessidade de uma grande adaptação a um episódio ou uma situação de importância. Este evento pode ser algo positivo ou negativo, e está acontecendo no presente momento da vida do paciente.


O stress é cada vez mais indissociável da vida moderna em geral e da vida profissional em particular. Em “doses” moderadas, acaba por ser funcional, já que nos motiva e nos ajuda a fazer face à competitividade. Contudo, a partir de determinados níveis, pode ser extremamente prejudicial à nossa saúde.


A organização atual do trabalho, com jornadas excessivas, pressões por metas abusivas, assédio moral e ameaça de demissão estão adoecendo mentalmente os trabalhadores, trazendo prejuízos para toda a vida familiar e social. 

Os agentes estressores podem ser:

• Interno: interpretações distorcidas, características de personalidade, vulnerabilidade interna, expectativas irrealistas, sonhos inalcançáveis, ansiedade, competição, pessimismo, desejos e fantasias que passam a serem vistos como obrigação, falta de assertividade;

• Externos: exigências externas, mudança, acidente, nascimento, doença, sobrecarga de trabalho, casamento, condição financeira, falta de tempo para si e para o lazer, etc;

- COMO O STRESS PODE SE MANIFESTAR NO CORPO?

O stress causa uma total desorganização no âmbito psicológico, emocional, físico e afeta o nosso sistema imunológico. O fato de afetar o nosso sistema imunológico é muito importante, isso por que promove uma suscetibilidade a desenvolvimento de outras patologias, visto que ficamos menos resistentes a inúmeros agentes patológicos.
No corpo poderá haver manifestações físicas de fundo psicossomático como:
- Fadiga crônica,
- dores de cabeça freqüentes,
- insônia ou hipersonia,
- hipertensão arterial,
- desordens cardíacas e gastrintestinais,
- queda intensa de cabelo;
- nas mulheres alteração do ciclo menstrual,
- ganho ou perda de peso,
- respiração acelerada e fora do comum,
- vertigem, leve tontura,
- palpitação,
- falta de ar,
- dores no peito,
- manchas na pele,
- dores no corpo,
- gripes e infecções recorrentes,
- herpes, entre tantas outras;


- QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS PSICOLÓGICO DO STRESS?

- Desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou descontrole agressivo ;
- Sensações emocionais desencorajadoras, como: falta de realização pessoal, tendência a desvalorizar  o próprio trabalho, sentimentos de vazio, esgotamento, impotência, baixa auto-estima;
- Irritabilidade freqüente, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância a frustração, comportamento paranóide ou agressivo;

- O QUE DEVE SER FEITO QUANDO OS SINTOMAS APARECEM?
O corpo fala. Aprenda a reconhecer a linguagem do seu corpo.
Se você estiver stressado, não entre em pânico. Existem tratamentos especializados que podem ajudá-lo a se recuperar. 

Psicoterapia agregada a Hipnose Clínica visa o treino de controle do stress com técnicas específicas de reestruturação cognitiva e diminuição dos sintomas de ansiedade. A Hipnoterapia é uma ferramenta que otimiza os resultados da terapia, facilitando o enfrentamento da situação estressora.

Se identificou nos sintomas acima? Então não hesite, busque ajuda, procure um médico e/ou Psicólogo, VIVA MUITO MELHOR!

Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Membro do Latin American Quality Institute

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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A CARCEREIRA DO HOMEM MODERNO

Milhares de pessoas, todos os anos, vão parar no hospital depois do ter uma crise de pânico, acreditando que algo muito sério está acontecendo. Às vezes a crise de pânico é tão forte que a pessoa pensa que vai morrer.


Porém a verdade é que estas pessoas estão simplesmente sofrendo um ataque de pânico, uma avalanche de ansiedade tão extrema que causa sintomas físicos severos.

A Síndrome do pânico é caracterizada pelos seguintes sintomas:

1. Palpitação no coração ou batimentos cardíacos acelerados
2. Pressão no coração ou sensação de estar sendo pressionado
3. Dores no peito, geralmente pontiaguda e perto do coração
4. Ondas de calor e suor
5. Dificuldade de respirar, como se você não conseguisse puxar todo o ar
6. Tontura e sensação de desmaio
7. Dificuldade de pensar, como se seu cérebro não estivesse funcionando corretamente
8. Fraqueza, queimação, dormência ou formigamento nos braços, pernas e mãos
9.  Dificuldade de ficar de pé
10. Queimação por toda a pele
11. Sensação de estar prestes a morrer, ou que o mundo está prestes a acabar
12. Dificuldade de se concentrar em qualquer outra coisa além dos seus sintomas
13. Sensação de precisar fugir ou de uma ambulância
14. Dificuldade de ouvir, como se o ouvido estivesse entupido ou zumbido no ouvido
15. Sensação de precisar expandir o peito
16. Mudanças nas vistas e na claridade
17. Medo avassalador
18. Despersonalização ou sensação de estar fora de si
19. Náusea, geralmente com dor ou desconforto no estômago
20. Pressão na cabeça, possivelmente com dor de cabeça
21. Dificuldade de segurar a cabeça
22. Sensação de precisar ir ao banheiro


Nem todo mundo passa por todos esses sintomas a cada ataque de pânico. Além disso, sentir esses sintomas não quer dizer que um ataque de pânico está prestes a acontecer, mas estes são alguns dos sintomas mais comuns que podem acontecer durante um ataque.

Geralmente esses sintomas não estão restritos a uma situação específica, o que os torna, portanto imprevisíveis. Esta doença de fundo emocional traz em sua base um medo intenso, desmedido e incontrolável que vai tomando proporções assustadoras.

Quando se sofre de Pânico, cada crise aumenta a ansiedade e o medo da próxima, tornando a doença um ciclo. Como resultado a pessoa passa a evitar tudo o que possa aproximá-la da situação que lhe causa temor de forma cada vez mais ampla e genérica a ponto de qualquer estímulo poder tornar-se uma ameaça.

O ser humano percebe, sente e compreende o mundo e os estímulos que recebe de forma muito particular, em diferente intensidade, variando de acordo com as características físicas e emocionais de cada um.

Muitas vezes esse medo é nutrido por um entendimento equivocado sobre os valores pessoais, fruto, entre outras coisas, da falta de conhecimento de nossas potencialidades, preconceitos e baixa autoestima.

A Síndrome do pânico tornou-se a carcereira do homem moderno, pois gradativamente retirar seu direito à liberdade de se relacionar seja com as pessoas, seja com a vida. Como todas as dificuldades ou qualquer tipo de doença quanto mais rapidamente se inicia um tratamento melhores são os prognósticos.

Você sente 5 ou mais dos sintomas listados acima?

É possível se livrar desses sintomas, usando estratégias como psicoterapia agregada a Hipnose Clínica. Liberte-se! 

Os sintomas da síndrome do pânico podem ser assustadores, e se não for tratada, sua síndrome do pânico pode dominar sua vida. BUSQUE AJUDA!

Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
Psicóloga Clínica
Especialista em Hipnose Condicionativa
Especialista em Hipnoterapia  cognitiva
Pós graduada  em Docência Universitária

Membro do Latin American Quality Institute

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LUTO


Psicóloga Joselaine Garcia concede entrevista ao repórter do Jornal Diário Serrano
Assunto: Luto -------------- Leia a entrevista na íntegra
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• Quais são as principais atitudes que podem ajudar a lidar com o luto?
O luto é basicamente um processo solitário, assim como é vivenciar qualquer dor. Podemos e devemos compartilhar sentimentos e pensamentos, mas existe algo muito particular no modo como cada um vive esse momento. Esses estados de isolamento podem ser realmente necessários.
Psicóloga Joselaine Garcia
entrevista Jornal Diário Serrano
Todavia, estes momentos necessitam ser alternados com horas de interação, até para que a pessoa em luto não perca a referência sobre quem ela é. O luto, muitas vezes, pode ser tão arrebatador que podem existir momentos de despersonalização, e a família e os amigos, trazem referências, conectando a pessoa à sua identidade e ao seu mundo.
O que se deve fazer é oferecer acolhimento e apoio. Quem quer ajudar deve manter os braços abertos para que a pessoa manifeste qualquer tipo de sofrimento, sem cobranças, conselhos ou críticas. Estar perto já é algo importante, respeitando também os momentos em que a pessoa quer estar sozinha, é importante compreender que as pessoas em luto, muitas vezes flutuam entre querer estar sozinhas e querer a companhia dos outros. Tendo consciência desta ambivalência, tente observar, perceber se a pessoa quer sentir-te mais “perto” ou mais “distante”, busque, entretanto mostrar que estás sempre disponível para o que precisarem, escute o enlutado sem interferir em seus sentimentos. Às vezes, um abraço e o silêncio são mais eficazes do que um milhão de palavras.

• Como o luto afeta as pessoas de forma diferente nas seguintes situações: mortes de crianças e jovens; morte em tragédias/acidentes?
O processo de luto é um dos maiores desafios ao equilíbrio do psiquismo e, além disso, dependendo do tipo de perda, ou seja, mortes súbitas, precoces, violentas, perda de um filho, a elaboração pode se tornar mais complexa, com grandes possibilidades de um fracasso parcial deste trabalho.
Numa tragédia, principalmente a familiar, as marcas são profundas e não cicatrizam facilmente. Neste momento, é essencial que haja todo tipo de apoio, para superar o trauma. Essas pessoas, muitas vezes, têm dificuldade em sentir prazer de viver.
As ocorrências trágicas “contaminam” a todos, mesmo que não sejam vítimas diretas, pois trazem à realidade uma cena dramática em um nível de aniquilamento com o qual é muito complicado lidar. Sempre que vivenciamos uma tragédia, especialmente as coletivas, isso ocasiona uma comoção maior, é indispensável um tempo para tentar elaborar.

• Que atitudes podem ajudar nos casos em que a morte é associada com uma data comemorativa?
Para quem está de luto, é uma dor diferente, pois já existe um motivo, as marcas são profundas e não cicatrizam facilmente, essas pessoas, muitas vezes, têm dificuldade em sentir prazer de viver, nunca se está suficientemente preparado para a morte de um ente querido. O primeiro ano é o pior, sobretudo com o primeiro aniversário, Natal e outras datas relacionadas à pessoa perdida.
É importante principalmente se permitir estar saudoso ou triste. Esses são sentimentos normais particularmente nas épocas festivas, não o impeça de chorar e não lhe exija ser mais forte. Seja paciente com as reações diferentes e inesperadas, fique por perto e coloque-se à disposição para ajudá-lo naquilo que for preciso.

• Qual a duração e os sintomas "normais" do luto? Em que casos pode ser necessário buscar ajuda psicológica?
O processo de luto é vivenciado pelas pessoas de forma individual e subjetiva, cada indivíduo possui uma forma particular de reagir. Este processo varia de acordo com o tipo de vinculação existente e as causas e circunstâncias da perda, conforme a faixa etária em que o indivíduo se encontra, varia também de acordo com suas vivencias, estrutura emocional e capacidade para lidar com perdas. O que torna inadequado estipular um prazo quanto à duração do processo e para seu término. Em geral é muito difícil levar menos de um ano e, para muitos casos, pode levar dois anos ou até mais.
O luto é um processo fundamental para que nós possamos nos reorganizar e reconstruir diante do corte de um vínculo. É um desafio psíquico, emocional e cognitivo com o qual todos nós temos que lidar.  Abarca ressignificação e transformação da relação com o que foi perdido.
A Tanatologia, ciência que se ocupa da morte e dos problemas com ela relacionados nos fala das várias reações daqueles que perdem alguém próximo, assim sendo descreve quatro fases do luto: negação, raiva, depressão, aceitação.
No entanto, existem situações em que o processo de luto não segue a evolução normal, ou seja, o indivíduo não consegue se reestruturar, em alguns casos este sofrimento se traduz num conjunto de manifestações que abarcam problemas de sono, queda de energia, alterações no apetite, dores no corpo, podem se caracterizar, ainda, por uma melancolia duradoura, acompanhada em geral de profunda tristeza, problemas de saúde, distúrbios psíquicos e diminuição dos contatos sociais.
Como vimos, as perdas podem acarretar vários tipos de distúrbios e isso deve ser observado pelos familiares e amigos do enlutado. Um processo adequado de luto varia de seis meses a dois anos, porém a partir do sexto mês já é possível constatar se existem distúrbios, o que exige processos de readaptação e se possível, os processos de luto devem ser acompanhados por profissionais habilitados.

Psicóloga Joselaine Garcia
CRP/RS 18.433
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