terça-feira, 21 de junho de 2011

MATAR POR AMOR!!!!



Ontem, dia 20 de junho de 2011, nos deparamos com mais um episódio onde uma mulher foi morta a tiros pelo ex-marido que não se conformava com o fim do relacionamento, vindo logo em seguida a tirar sua própria vida. O fato ocorreu em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O que leva uma pessoa a tal ato, (matar por amor)?





O crime passional manifesta a inépcia do sujeito de conduzir a sua vida: o medo de perder o outro, que pode decorrer do ciúmes patológico, por medo de rejeição, real ou fantasiada, de baixa autoestima, de intolerância à frustração, ou impotência para lidar com a rejeição real; inabilidade de viver com o sucesso do outro.
Eles podem ser fruto de um narcisismo excessivo que se expõe com reações doentias tais como os ciúmes paranóicos, obsessivos e delirantes.
O sujeito agressor concebe o parceiro como uma extensão de si mesmo, sem lhe conferir espaço de autonomia, que reivindica, constantemente, para si próprio. O outro vai completar, por vezes, a falha narcísica do Eu.
Quando ocorre uma frustração, o ato violento vem à tona, porque se aprendeu que o outro tem que existir em função do eu, que na maioria das vezes não sabe, dar para receber, se fracassa nisto, mas se realiza em outro contexto. Há necessidade de somente ganhar com a presença do outro, contudo o mais benéfico seria oferecer algo de si para igualmente auferir.
O custo de educar uma criança sem prepará-la para a frustração é a imaturidade e, muitas vezes, o sujeito que não desenvolveu a maturidade para aceitar e respeitar o outro como ele é, tendem a ver a outra pessoa como um prolongamento do seu desejo.
Não rara às vezes, o criminoso, emocionalmente, é imaturo e descontrolado, possuído de “idéia fixa”. Assimilou os conceitos da sociedade patriarcal de forma completa e sem crítica. Para ele, normalmente o uso da agressão é traduzido em “eu sou poderoso e não frágil ou dependente”.
Por fim, pode-se abarcar que num crime passional tem sempre um fator principal (em sua maioria o ciúme patológico), porém existem diversos fatores externos que necessitam ser levados em conta como a história pregressa do agressor, além de seu estado psíquico; o tipo de relacionamento do casal, motivos externos como a questão financeira, família, sociedade e amigos.
Joselaine Garcia
Psicóloga



domingo, 19 de junho de 2011

TRAUMAS PSIQUICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS NAS MÚLTIPLAS ETAPAS DA EXISTÊNCIA HUMANA


Na nossa prática profissional o trauma psíquico é um tema inseparável da clínica. Quando alguém procura tratamento psicoterapêutico, quase sempre é porque algum acontecimento transtornou o equilíbrio em que vivia, exigindo uma reformulação em sua maneira de se colocar na vida.




 Todos os traumas, de uma forma ou de outra, estão ligados à violência que é cometida contra o ser humano de forma sutil e silenciosa.

Um trauma psicológico decorre de uma experiência dolorosa que, por não se suportar ou por se encarar com dificuldade, decide esconder-se na memória, é aquilo que a mente procura esconder, porém é sistematicamente exposto pelos comportamentos, pelas verbalizações, pela postura e, várias vezes, pela patologia de órgãos e sistemas do corpo humano.

A maneira como enfrentamos nossos traumas, as rejeições, decepções, erros, perdas, sentimentos de culpa, conflitos nos relacionamentos, críticas e crises profissionais, pode gerar maturidade ou angústia, segurança ou traumas, líderes ou vítimas. Algumas pessoas conseguem livrar-se de eventos traumáticos melhor do que outros.

Os traumas psíquicos podem ter consequências nas várias etapas da existência humana. Um trauma psicológico é algo que não deixa marcas físicas expostas no corpo ou que podem ser vistas através de algum exame, porém, suas consequências podem tomar dimensões significativas, prejudicando não só a infância, como a adolescência e vida adulta do sujeito.

Os bebês e crianças são mais vulneráveis aos traumas psicológicos, às vezes não lembrados na vida adulta. As emoções e sensações desagradáveis podem ficar fragmentadas e sem um elemento narrativo, caracterizando uma resposta dissociativa com desdobramentos ao longo da vida.

Cada vez mais psicólogos são procurados nos consultório por pacientes que apresentam um relevante grau de regressão. como podem ser aqueles predominantemente borderline, portadores de algum tipo de perversão ou psicopatia, transtornos narcisistas da personalidade, somatizadores, deprimidos graves, transtornos da autoestima, transtornos do sentimento de identidade, muitos pacientes também chegam à psicoterapia com embotamento emocional [dificuldade em expressar sentimentos], dificuldade de estabelecer vínculos, transtorno afetivo bipolar, distimias, dentre outros, a grande maioria das vezes adoecimento oriundo de traumas psicológicos.

É comum também o paciente chegar aos consultórios médico com pilhas de exames, com resultados normais, e queixando-se dos mais diversos sintomas, muitos casos, geralmente devido a traumas psicológicos estes pacientes produziram doenças psicossomáticas.

Por não conseguir resolver um trauma, um conflito emocional, a mente passa a produzir mecanismos de defesa com o a finalidade de deslocar o trauma, a dificuldade e/ou “ameaça” psíquica para o corpo, produzindo muitas vezes as doenças psicossomáticas.

Ter uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existam. Pelo contrário, a pessoa realmente está em sofrimento, sente as dores, observa as feridas, as marcas, queda do seu cabelo ou dos pelos de seu corpo, e mesmo não tendo sido diagnosticada uma causa biológica ou orgânica, a pessoa sabe que há algo errado consigo e isso gera muito sofrimento.

A somatização funciona como uma válvula de escape para emoções e sentimentos com os quais o sujeito não consegue lidar, ou seja, o corpo fala aquilo que a mente não consegue elaborar.

Quando as defesas psíquicas não conseguem dissipar os conflitos gerados, sem que ocorra uma descompensação neurótica ou psicótica, surge a doença somática como: Doenças dermatológicas (pele, manchas), respiratórias (asma), cardiológicas, hipertensão arterial, obesidade, gastrite, úlceras, alergias, transtornos sexuais femininos e masculinos, enxaqueca, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica, dentre outras.

Fundamentalmente, a fase da vida onde ele ocorre (quanto mais cedo, maior o efeito negativo), a severidade do trauma, o tempo de exposição ao trauma e o número de eventos acontecidos vão determinar a severidade dos danos emocionais causados. Os traumas podem afetar o funcionamento cognitivo, a saúde física e as relações interpessoais.

Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928


terça-feira, 14 de junho de 2011

DEPENDÊNCIA AFETIVA INIMIGA NÚMERO UM DO AMOR!


Você tem relacionamentos ruins repetidas vezes? Você Não se importa com seus próprios interesses, se anula, se fixa no relacionamento e faz dele o centro de sua vida?

Você Idealiza seus relacionamentos? Está sempre pronta a agradar? Não consegue dizer "não", mas se arrepende depois?   Fica do lado do telefone, ansiosa, esperando ele (a) ligar?

CUIDADO VOCÊ PODE ESTAR SOFRENDO DE DEPENDÊNCIA AFETIVA!


Dependência afetiva é um dos principais elementos de bloqueio na vida de um indivíduo.

Dependência Afetiva é um distúrbio de comportamento que afeta um número muito grande de homens e mulheres. Em geral, pessoas que amam ilimitadamente, que vivem em uma linha tênue que alterna entre carência, amor e sofrimento, na grande maioria de total baixa autoestima, quase todas adquiriram este distúrbio em alguma experiência onde suas necessidades emocionais não foram atendidas, seja na infância ou mesmo em relacionamentos passados.

É geralmente uma pessoa que cresceu em uma família disfuncional na qual suas necessidades emocionais não foram atendidas. Indivíduos que não se sentiram apoiados e valorizados que se relacionaram em ambientes conturbados destarte verão sua realidade como fria, vazia e solitária.

Pessoas carentes afetivamente atraem relacionamentos confusos e insatisfatórios por apresentarem-se tão disponíveis em troca de amor, carinho e atenção. Correm o risco de serem rejeitados, não valorizados e menosprezados pelo parceiro. Os relacionamentos preenchem este vazio sentido por elas.

A pessoa acredita que não seja merecedor de amor e sim os seus parceiros o sejam.

Na verdade, muitas vezes, ele até tem consciência de que o relacionamento não é saudável, mas não consegue sair desta situação, isso porque as motivações que o levaram a tal posição são inconscientes.

Algumas características da pessoa que sofre de dependência afetiva:

  1. Não se importando com seus próprios interesses, essas pessoas por muitas vezes se anulam, se fixam no relacionamento e fazem dele o centro de sua vida;
  2. Idealizam relacionamentos
  3. São inseguros e estão sempre prontos a agradar, demonstra muito amor e muito controle, sem perceber que isso acaba por sufocar a outra parte.
  4.  Não consegue dizer "não", mas se arrepende depois;
  5.  Se compromete a fazer coisas que não quer fazer, e depois acaba não conseguindo dar conta delas;
  6. Pensar primeiro nos outros, a não ser egoísta e a se colocar em último plano;
  7. Tem relacionamentos ruins repetidas vezes;
  8. Fica do lado do telefone, ansiosa, esperando o parceiro (a) (namorado/marido) ligar;
  9.  Vive checando a caixa de correio/correio eletrônico/secretária eletrônica para ver se há mensagens;
  10.  Cancela um encontro com um (a) amigo(a) para se encontrar com ele de última hora;
  11.  Abre mão de amizades, interesses e objetivos pelo relacionamento;
  12.  Substitui rapidamente um amor/caso recente;
  13.  Corre para casa para estar disponível ao parceiro;
Caso você tenha se identificado com a situação, não hesite em buscar ajuda, pois o caminho para administrar o problema é desenvolver a auto aceitação e com isso a autoestima. Você precisa aprender a amar de forma saudável, estando em primeiro lugar e dosando para não ser egoísta, ame a si mesmo, resgate seu amor próprio, sem isso jamais poderá se relacionar de forma equilibrada. Desenvolva auto aceitação, não é por ser carente que você vai encontrar em outros indivíduos o que te falta, busque dentro de você e se achar que não é capaz procure ajuda um profissional especializado, é o grande diferencial que pode ser de grande ajuda.
Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS...SOLTEIRO SIM MAS SEM DRAMA!


Leve, livre e solta!

Dia dos namorados chegando, é um dia com troca de presentes, jantares românticos e declarações de amor, MAS para muitos, os solteiros, pode ser um dia triste, melancólico.

Para alguns solitários, o 12 de junho rima com desilusão e tédio amoroso.

Em época de datas comemorativas, o inconsciente do indivíduo pode dominar o estado psicoemocional e trazer à tona lembranças de antigos relacionamentos, que aparentavam estar resolvidos, mas que continuam em estado latente de repressão, junto disso, sentimentos como tristeza, angústia e mágoa voltam a aflorar.

Ser solteira, seja para homens ou para mulheres, pode doer, sobretudo neste dia. A “deprê” bate e por mais que você se esforce para mostrar que ‘não está nem aí’, no fundo está! O dia parece ser o mais extenso de todos. Você queria estar bem longe, preferencialmente em outro planeta que não tivesse DIA DOS NAMORADOS!

Bem! Você pode optar por dois caminhos: ou se deixar abater pela “deprê” e passar um dia super melancólico. Ou então, fazer seu dia ficar divertido, eletrizante e super alto astral.
Confie, para tudo existem suas vantagens e desvantagens! Por isso, aproveite este dia! Maximize as vantagens e minimize as desvantagens!

Vão aqui algumas dicas para você, solteiro, fazer do dia dos namorados um dia lindo, pois antes de ter alguém do lado você tem a pessoa mais especial do mundo, VOCÊ! Portanto mão a obra, junte a galera e seja feliz!

  1. Viva a data normalmente, sem se preocupar com as reminiscências psicológicas do passado;
  2. Estar solteiro não denota ser sozinho. Lembre-se disso! Uma coisa não implica na outra! As pessoas podem estar solteiras e ser cercadas de amigos, colegas! Se você uma pessoa muito sozinha, tem problema de lidar com as pessoas, dificuldades de relacionamento, você tem um problema real. Nesse caso, aproveite este momento para (re)avaliar suas ações, e promover mudanças.
  3. Promova um “amigo oculto” entre os amigos e/ou amigas solteiras! Há quem diga que isso é muito divertido!
  4. Dedique-se ao seu hobby favorito! Jogar videogame (com ou sem os amigos), ler, ouvir música, tocar seu instrumento musical, cozinhar, dançar…
  5. Visite algum familiar que você adora. Socializar com outros é uma boa maneira de expulsar a melancolia.
  6. Assista filmes divertidos! Não veja nada que possa lhe deixar para baixo, que lembre alguém que foi seu namorado (a) e que leve a questionamentos ocultos sobre seu estado “solteirice”.
  7. Saia com seus amigos e amigas solteiras! Saia sem pensar em arrumar alguém. Apenas divirta-se!
  8. Busque programa para solteiros! Passe bem longe de restaurantes românticos, cinema e afins! Caso na sua cidade não tenha bares com programação para solteiros, junte a turma e faça uma “junção” com os amigos, em casa mesmo.
  9. Dê “a limpa” no seu guarda roupa e separe aquilo que não usa mais para doar. Isso vai deixar seu guarda roupa com mais espaço e ainda você vai realizar uma boa ação. Qualquer pessoa, seja homem ou mulher, sempre tem alguma coisa no guarda roupa que não usa mais!
  10. Crie um perfil em um site gratuito de arranjar namorado/namorada. Quem nunca ouviu uma história de um namoro que começou on line? De repente sua cara-metade pode estar por lá.
  11. Se quiser, passeie sozinho. Você ocupa a cabeça, conhece novas coisas e aprende que você mesmo pode ser uma boa companhia!

Joselaine Garcia
Psicóloga

sexta-feira, 3 de junho de 2011

BULLYING PODE AFETAR MUNDO ADULTO

Psicóloga Joselaine fala sobre o bullying no mundo adulto - Entrevista concedida ao jornal Diário Serrano da cidade de Cruz Alta - RS, ed. do dia 14 de maio de 2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

RESPONDENDO AO LEITOR....


No texto “QUANDO OS FILHOS SAEM DE CASA...SINDROME DO NINHO VAZIO”, um leitor(a) questionou:  "e quando os filhos sentem por estarem longe de suas mães"...

Querido leitor (a)
A saída de um filho da casa dos genitores implica, tanto para os filhos como para os pais, a "capacidade para estar só"
O lar é um ninho quente e acolhedor. Seja pai, seja filho, quem nunca suspirou de saudade pelo carinho, pelo bolo predileto, pela cama limpa e arrumada? Todos, sem dúvida. Mas faz parte do processo de amadurecimento enfrentar o mundo e construir a própria história.

O sofrimento é normal em ambos os casos, filhos e pais, todo desligamento é difícil, é um luto que necessita ser vivenciado, o que precisa observar é se esse sofrimento está “insuportável”, se está impedindo você de fazer as coisas que gosta, neste caso poderemos ter uma situação mais delicada, um adoecimento emocional que necessita ser verificado.

Muitas vezes as reações emocionais/psicológicas de uma pessoa depende dos tipos de vínculos que ela estabelece no início de sua vida com seus modelos (mãe, pai e/ou cuidadores) os quais serão mantidos durante seu amadurecimento. Nossas estruturas cognitivas serão organizadas em função dos mesmos.

Estes vínculos são importantes para a formação da estrutura da personalidade, na escolha de relacionamentos amorosos, interpessoais, no ambiente de trabalho, na forma de administrar o stress diário, na forma de se gerir “sozinha” no mundo....Mas cada caso é um caso.
Claro que nem tudo são flores. Deixar a casa dos pais tem desvantagens!!!!
Entretanto esse é o preço da liberdade, pois o livre arbítrio nos obriga a arcarmos com as conseqüências de nossas escolhas; e isso é viver.
Uns optam sair de casa para morar só. Outros se deparam com a solidão após as imposições da vida. Independentemente do caso, o importante é estar seguro da decisão e ciente de que, apesar da autonomia e liberdade, nem tudo é fácil como muitos pensam...
Como já disse os primeiros meses são difíceis para ambos filhos e pais...o que para alguns é liberdade, para outros é solidão. Viver sozinho pode transmitir vários sentimentos: diversão, autonomia, responsabilidade, abandono, oportunidade e solidão.
Muitas vezes, o auxílio de um profissional especializado é de grande valia, para lidar com essa situação e ter uma convivência suave e ponderada consigo mesmo, ou seja, ajuda lidar com a "capacidade para estar só".

Joselaine Garcia
Psicóloga - CRP 07/18433