segunda-feira, 30 de maio de 2011

TEMPO PARA VOCÊ!!!

Quantas vezes na semana você dedica um tempo para pensar e refletir sobre a pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ!

É raro um momento de silêncio, de tranqüilidade e de oportunidade para ficarmos sós e avaliarmos nossas atitudes, idéias e a forma como tratamos todos que amamos.

Parece que temos pressa de viver. O mundo agitado e a economia globalizada criaram um homem cada vez mais competitivo em busca de uma qualidade de vida que nem ele mesmo sabe mais o que é.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós.

Quantos de nós conseguimos fazer contato verdadeiro consigo mesmo, conhecer suas próprias sensações e sentimentos.

Cada um tem sua história, com vivências e experiências próprias. Atualmente o mundo desafia nosso equilíbrio. Precisamos ter saúde física e psicológica para lidar com uma grande variedade de problemas que a modernidade nos traz: Stress no trabalho, problemas na escola, problemas afetivos e sociais. Nem sempre é possível lidar com tudo isso sozinho. Perdemos nosso bem-estar quando o peso dos problemas é maior do que podemos suportar.

Muitas vezes a qualidade de vida psicológica de uma pessoa depende dos tipos de vínculos que ela estabelece no início de sua vida com seus modelos ( mãe, pai e/ou cuidadores ) os quais serão mantidos durante seu amadurecimento. Nossas estruturas cognitivas serão organizadas em função dos mesmos.

Estes vínculos são importantes para a formação da estrutura da personalidade, na escolha de relacionamentos amorosos, interpessoais, no ambiente de trabalho, na forma de administrar o stress diário...

O indivíduo que se sentiu valorizado de alguma forma, apoiado a enfrentar os desafios da vida, que experimentou relações mais tranqüilas, terá uma visão muito mais clara e positiva. Tenderá a se amar mais e confiar mais em si mesmo.

Já os que não se sentiram apoiados e valorizados e se relacionaram em ambientes conturbados verão sua realidade como fria, vazia e solitária. Geralmente tornam-se pessoas que exigem atenção constante, querendo sempre agradar aos outros a ponto de esquecerem sua própria vida para viver em função dos desejos e vontades das outras pessoas.

Ao enfrentarmos situações de conflito no trabalho, na família, no relacionamento amoroso, ou até mesmo com os amigos, estamos tão envolvidos emocional e afetivamente que, às vezes, fica muito difícil resolvermos e entendermos sozinhos tudo que gerou e contribuiu para o problema. Nesta hora, geralmente, recorremos a um amigo próximo ou a algum familiar em busca de conforto e novas idéias, mas é raro sermos ouvidos sem escutar uma crítica, uma opinião ou um julgamento.

O caminho para administrar o problema e ter uma vida de qualidade é desenvolver o auto conhecimento, conseqüentemente, a auto- aceitação e com isso a auto-estima. E se sozinho não nos for possível, o auxílio de um profissional especializado, é o grande diferencial que pode ser de grande ajuda. O psicólogo não tem a função de resolver seus problemas, mas ele vai junto com você, pensar novas possibilidades e te guiar para melhores soluções.

Vida com qualidade é permitir-se ir além, É sonhar sem deixar de aprender com as possibilidades. É espantar-se diante do belo, confrontar-se com os amigos sem precisar temê-los. Pessoas precisam se bastar mais, sem, necessariamente, serem auto-suficientes.

Dedique um tempo para a pessoa mais importante da sua vida...VOCÊ!!!!
Se permita, se permita viver... caminhe, dance, para o céu, para as estrelas, olhe mais para as crianças que brincam, ria alto com os amigos, mesmo em locais públicos, não leve tão a sério os pequenos tombos, ria de si próprio. transformar e criar a cada momento.

Joselaine Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928


 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

QUANDO OS FILHOS SAEM DE CASA...

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Síndrome do Ninho Vazio


Outro dia conversava com uma querida amiga, trocamos experiências sobre a saída dos filhos de casa, saída esta doida, muito doida, ela falava da dor que sentiu e falei da minha também (psicóloga também sofre com a saída dos filhos de casa...rsrsrs), falamos da dor sentida e superada, falávamos do quanto é difícil os primeiros dias após a saída.

Minha amiga, o tempo passou, os filhos cresceram, um tempo que se foi, e quando era presente, talvez, em momentos de desatenção, até, que fora bem aproveitado, mas só agora é possível se dar conta do quanto esta fase maravilhosa também fora desperdiçada por nossas pequenas neuroses humanas, tais como, mania de arrumação, ordem, exigências e cobranças que em muitos momentos engoliram grandes fatias desta bela etapa da vida

Concordamos que este é um motivo de alegria para os pais que podem constatar que educaram bem seus filhos, cultivando neles a capacidade de olharem por si mesmos, e, paradoxalmente, ao mesmo tempo em que os pais se orgulham de seus filhos que desenvolveram suas asas e aprenderam a voar rumo a seus destinos, são tomados por um sentimento de tristeza e de vazio interior, uma dor humana que lhes sussurra aos ouvidos: “Eles se foram, e agora? Porque dói tanto ver nossos filhos trilhando novos caminhos? Em algumas pessoas a dor é tanta que são tomados por uma imensa tristeza, e acabam entrando num estado de melancolia e depressão.

Às vezes, o que deveria ser motivo de alegria pode se transformar em pesadelo para alguns pais. É a chamada síndrome do ninho vazio, causada quando a pessoa, em geral a mãe, vê seus filhos ganhando autonomia e saindo de casa. Por não conseguir lidar com isso, o sentimento de saudade acaba ganhando proporções prejudiciais à vida de quem fica.

A síndrome do ninho vazio é considerada, pelos profissionais da área, como uma crise existencial passageira. Dependendo de alguns fatores, como o número de filhos e a personalidade da mulher, tudo pode ser apenas questão de se acostumar à nova rotina. "No entanto, pode haver exacerbação nos sintomas de tristeza e, nesses casos, é aconselhável tratamento psicológico",

E este drama interno acontece, não porque nossos filhos não dependem mais de nós, mas, porque nós é que dependente deles, nós dependemos daquela dependência que eles tinham por nós.

Muitas mulheres transformam seus filhos na principal razão de sua vida e quando se deparam com a saída do filho de casa, se deparam com seu próprio vazio.

Possivelmente a mãe que recusa aceitar que o filho cresceu e não precisa dela daquela maneira dependente ficou presa num único papel – o de mãe, e não conseguiu transitar entre os diferentes papéis que cabem a uma mulher: mãe, esposa, amiga, profissional, intelectual, esportista, mulher, envolvida em hobbies em artes, etc. sofrerá demais, e por conseguinte seu filho também.

Em contrapartida, mães que transitam em seus diferentes papéis sem se fixar num só, podem até sentir saudades da infância de seus filhos, mas não sofrerão tanto quando estes saírem rumo a sua individuação.

Para que as mães não sofram com a saída dos filhos da casa, é importante que haja a preparação para a chegada da nova realidade. É importante que a mulher separe a vida dela da vida dos filhos, o máximo possível. Faz parte disso ampliar a rede social, passear, ter atividade remuneradas ou não, mas que sejam feitas fora de casa e que ajudam a mulher a ter outro papel que não seja o da mãe clássica.

Se você está passando por essa crise ou poderá passar em breve, a recomendação é para que se relacione com diferentes pessoas, procure o apoio de quem já passou pela mesma situação ou matricule-se em cursos ou academias. Com isso, a mulher pode reorganizar seus projetos de vida, tirando de foco a ausência do filho. 

Se você se encontra nessa situação e a dor da falta está insuportável, a tristeza é imensa, não hesite em buscar ajuda profissional!

Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928

quarta-feira, 25 de maio de 2011

POLÊMICA – KIT ANTI-HOMOFOBIA


Psicóloga Joselaine Garcia
CRP 07/18433
 

O material, elaborado para combater o preconceito em instituições de ensino, O kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC), tem provocado muita polêmica. 






O kit que estava sendo analisado pelo MEC faz parte do programa Escola Sem Homofobia, do Governo Federal, e contém material didático-pedagógico direcionado aos professores. O objetivo era dar subsídios para que eles abordem temas relacionados à homossexualidade com alunos do ensino médio.

A preocupação das pessoas que estão envolvidas nesse cenário é a didática do material colocado, segundo algumas opiniões a didática é muito agressiva.

As ultimas noticias relatam que a Presidente Dilma mandou suspender tal projeto presidente achou vídeo 'inapropriado',

"Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia",

Realmente é necessário adotar alguns cuidados para que a dosagem do antídoto não seja mais forte do que aquilo que o sujeito quer e necessita.

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 Análise do assunto que estava ou ainda continuará em questão, ao certo o desfecho não sabemos, então vamos aos fatos!
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Embora a homossexualidade exista desde a Grécia antiga, a relação entre duas pessoas do mesmo gênero ainda é tratada como um desvio de comportamento por grande parte da sociedade.



Para esse enfrentamento o MEC lançou o projeto Escola Sem Homofobia





Não tive acesso a tais videos e materiais, até porque ainda estão em análise, mas sei que uma comissão de psicólogos e especialistas se debruçaram sobre o material para avaliar a qualidade técnica, didática e pedagógica dos vídeos e textos e a adequação do conteúdo à faixa etária do público que o receberá.

Segundo eles, os filmes e livretos que abordam conflitos de adolescentes em relação à sexualidade têm linguagem correta para os alunos que serão alvos do projeto e trata de forma cuidadosa os temas. Eles também, afirmam que não existe a possibilidade de que os vídeos influenciem a orientação sexual dos alunos

Trechos do parecer técnico emitido pelo conselho:

 “Os materiais apresentados para o Projeto Escola Sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, com linguagem contemporânea e de acordo com a problemática enfrentada na escola na atualidade.”

“A discussão principal sobre o tema refere-se à necessidade de tratar preconceitos e discriminações que refletem uma violência (verbal, simbólica) reverberando nos espaços de convivência escolar”,

“Acerca da polêmica criada sobre o material, em especial os vídeos, e a possibilidade de influenciar a orientação sexual dos demais alunos, a partir dos conceitos centrais e cientificamente históricos da Psicologia, entendemos que o material não induz o corpo discente e mesmo docente à prática da homossexualidade. Pelo contrário, possibilita que professores e alunos trabalhem o tema diferenciando o que é da ordem da heterossexualidade e da homossexualidade.”

Site para acesso ao Parecer técnico na integra:
 http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/noticias/noticiaDocumentos/parecer_tecnico_projeto_escola_sem_homofobia.pdf

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No fazer psicologico, diferentes pautas se atravessam, dentre elas, a questão da sexualidade.

Homossexualidade, tanto quanto a heterossexualidade, são posições igualmente legítimas.

Somo sabedores que: o que leva ao sofrimento não é a sexualidade em si, mas a discriminação e o preconceito a que a pessoa está sujeita, quando percebe que a sua forma de viver a sexualidade não é socialmente aceita.

Em decorrência de sua preferência sexual, a pessoa pode estar exposta às diversas manifestações do preconceito que vão desde as formas mais sutis de violência, tais como olhares curiosos, risos e comentários indevidos, às mais violentas e escancaradas: maus-tratos, espancamento e até a morte.

A chamada "orientação sexual" não é algo que se mude, pois faz parte integrante do sujeito e é resultado de um longo caminho pulsional que não possui uma rota pré-estabelecida e muito menos um objeto único o qual todos deveriam almejar.

O que determina a maneira como o sujeito vai experimentar a sua sexualidade é a interação de inúmeros fatores psicossociais, a  forma como cada um vive a sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na sua totalidade.

É mister o enfrentamento de todas as violências e opressões, é preciso inventar novas estratégias, novas práticas diferenciadas, que possam romper com o modelo dicotômico e punitivo e levar a um  olhar mais amplo. Não me refiro aqui somente a questão frente à sexualidade, mas a todas a questões que abarcam a exclusão social.

É imprescindivel projetos que tragam a baila os preconceitos sociais que abarcam a sociedade brasileira e que se manifestam também, além da homofobia, no racismo, na violência contra os pobres, às pessoas com deficiência, às pessoas com sofrimento mental, enfim os múltiplos segmentos que são excluídos e violentados em seus direitos sociais e humanos. 

Mas é indispensável sempre ter o cuidado de não exagerar na dose, como já disse anteriormente, é necessário adotar alguns cuidados para que a dosagem do antídoto não seja mais forte do que aquilo que o sujeito quer e necessita.

Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928

Referencias:




domingo, 22 de maio de 2011

BULLYING NO MUNDO ADULTO

Este material preparei para uma entrevista ao Jornal Diário Serrano, Cruz Alta - RS....


Bullying: Palavra de origem inglesa, sem tradução em nosso idioma, é adotada em muitos países para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar outra pessoa e colocá-la sob tensão.

A maior incidência de bullying está entre os estudantes no ambiente escolar.  No entanto, tal prática possui ainda a propriedade de ser reconhecido em vários outros contextos onde existem relações interpessoais como: nas famílias, nos locais de trabalho (denominado de assédio moral), nos asilos de idosos, nas prisões, nos condomínios residenciais.

Segundo a autora do programa antibullying Educar para a Paz, Dra. Cléo Fante, no Brasil, por convenção, denomina-se bullying os atos agressivos, intencionais e repetitivos entre estudantes, já no mundo dos adultos, costuma-se empregar o termo assédio moral ou mobbing. Essa diferenciação é feita para melhor compreender o fenômeno e diferenciá-lo das demais formas de violência que ocorrem na escola ou fora dela.

As denominações se distinguem de acordo com a cultura e o contexto de cada local, daí encontrarmos a expressão mobbing sendo mais usada na Suécia e na Inglaterra, bullying e harssment no EUA, psicoterror ou acoso moral na Espanha, harcèlement moral na França, Ijime no Japão e, assédio moral no Brasil, tais denominações se referem a todo o tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemático inerente às relações interpessoais.

Mas, não importa o contexto pode ser escolar, acadêmico, corporativo, familiar, enfim, trata-se de pessoas com muita dificuldade de serem empáticas, de se colocar no lugar do outro, e através deste movimento, avaliar impactos e sofrimentos que sua ação irá provocar. Quando são capazes de fazê-lo, o que se percebe é que muitas vezes são frutos de famílias desestruturadas ou com uma visão distorcida de alguns valores que podem torná-los muito tolerantes em relação a limites não respeitados.

Reconhecendo o problema:

É preciso observar as alterações no comportamento social, emocional e afetivo, mudanças como: queda do rendimento, absenteísmo, sintomas psicossomáticos recorrentes, dores generalizadas, palpitação, tremores, sentimento de inutilidade, Crises de choro, Insônia ou sonolência excessiva, depressão, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, distúrbios digestivos, tonturas, idéia de suicídio, falta de apetite, falta de ar, passa a beber, tentativa de suicídio.
Claro que a presença desses fatores não determinam que o individuo esteja sofrendo bullying, mas devem ser ponderados como indicativos para uma maior atenção/observação.

As marcas que ficam nas vítimas de bullying vai depender da gravidade da exposição aos maus tratos. Pode ocorrer que, no futuro, esses indivíduos sejam revitimizados ou reproduzam a vitimização em outros locais, como no trabalho ou na constituição familiar.
As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam, sentimento negativo relativo a si próprio, comportamentos agressivos e em casos extremos, suicídio e homicídio.

As conseqüências para os bullies (praticantes de bullying) O comportamento intimidador do autor poderá se solidificar com o tempo, comprometendo as relações afetivas e sociais. Muitos tendem à depressão, às idéias suicidas, ao envolvimento em atos delinqüentes, ao uso de drogas e à criminalidade. Muitos, quando adultos, cometem violência doméstica e assédio moral no trabalho.

Como evitar


A premissa básica é observar se isto acontece e em que ocasiões.
Tratar o assunto abertamente e nunca incentivar o grupo.
Outra maneira é tratar o assunto através de palestras, workshops
E falando diretamente das organizações, uma forma de evitar este tipo de situação é realizar treinamentos constantes de gerentes e funcionários. Brincadeiras de mal gosto não devem acontecer. O respeito entre os colegas deve sempre existir. Isso ocorre quando a empresa preza pela aprendizagem coletiva e o diálogo.

 
Joselaine Garcia
Psicóloga
CRP 07/18433

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MONTANHA RUSSA DA ADOLESCÊNCIA!



A partir de hoje começaremos uma viagem chamada adolescência. As vezes o percurso pode ser turbulento, mas senhores pais não desanimem, pois apesar dos percalços do caminho é um crescer maravilhoso.

Apertem os cintos começaremos a viagem na montanha russa da adolescência!!!

Quanto mais os pais compreendem os estágios da adolescência e os problemas que os jovens enfrentam a cada etapa, mais bem equipados estarão para compreender às exigências e oferecer ajuda adequada.

Saber de antemão o que pode acontecer nesses estágios capacita os pais a prover ajuda mais efetiva.


Os três estágios da adolescência são: início, meio e fim, nesses estágios, basicamente, os jovens enfrentam três enormes dilemas:




No início da adolescência, " sou normal?"
No meio da adolescência " Quem sou eu?"
No final da adolescnência "Qual é o meu lugar no mundo?"

Essas questões, há de se convir, podem ser assustadoras para os jovens. Sejam pacientes com eles!

Lembre-se: "o adolescente padrão ainda tem todos os defeitos que seus pais conseguiram superar."

Portanto, se possível converse com seus próprios pais sobre as suas preocupações com seus filhos. Quase sempre os avós vão adorar relembrar como você agia quando era adolescente e as traquinices nas quais se envolvia. Os avós estão numa posição cômoda para fazer comentários sobre as semelhanças entre você como criança e adolescente, e os sesu próprios filhos.

Apesar  das enormes diferenças pelas quais o mundo vem passando desde que éramos adolescentes, as verdades fundamentais permanecem praticamente as mesmas. Os avós podem, por isso, assegurar-lhes que há de sobreviver aos altos e baixos dos filhos. Afinal sobreviveram aos seus. E você se tornou um membro produtivo da sociedade, da mesma forma como seus filhos serão um dia.

 

" é a hereditariedade que faz com que os pais e um filho adolescentes se surpreendam um com o outro" (autor desconhecido).
ADOLESCÊNCIA = CONTEÚDO FRÁGIL = MANUSEI COM CUIDADO!

Continua nas próximas postagens...


Joselaine Garcia
Psicóloga
CRP 07/18433
Cel: (55) 9167-7928
Cruz Alta - RS

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FUNÇÃO MATERNA!


A função materna é essencial para a organização psíquica do infante e sua constituição como sujeito. Pode-se dizer que é a partir da organização psicológica desenvolvida do relacionamento com a mãe ou com a sua cuidadora que a criança conquista a capacidade de se relacionar com o resto do mundo dos objetos humanos (Coppolillo, 1990).

Para Klein (1997), a vida mental da criança é influenciada por emoções primitivas e fantasias inconscientes. O recém-nascido experimenta uma ansiedade de natureza persecutória e sente, de forma inconsciente, como se todos os desconfortos lhe fossem infligidos por forças hostis, o que desencadeia uma ansiedade da qual o ego precisa se livrar, e para isso, projetar.

O Outro escreve as primeiras marcas no corpo do bebê, as quais serão os alicerces do seu aparelho psíquico. O Outro, ou seja, o adulto encarregado de cuidar da criança, que geralmente é a mãe, irá manipulá-lo de acordo com o que determinem os significantes de sua história e de acordo com o lugar que esses significantes outorguem ao objeto que tem em suas mãos.

Em um entendimento lacaniano, a mãe sustenta para o seu bebê o lugar de Outro primordial. Impelida pelo desejo, antecipará em seu bebê uma existência que ainda não está lá, mas que virá a se instalar justamente porque foi suposta. Através do seu olhar, gestos e palavras, a mãe desenha o mapa libidinal que recobre o corpo do bebê (Kupfer, 2000).

OU SEJA....

O bebê, no início da vida, é acometido por terrores, medos e ansiedades, afinal está diante de sensações corporais e estímulos que, inicialmente não têm nenhum sentido para ele. Se a mãe (ou pessoa que exerce a função materna) puder ser receptiva e compreensiva, terá condições de ajudá-lo a “digerir” esses sentimentos desconhecidos, conferindo-lhes sentidos e contendo sua ansiedade.

É a mãe ou a pessoa que vai exercer a função materna quem vai apresentar o mundo para a criança.

No começo a criança nem percebe a diferença entre ela e a mãe, pensa que são uma coisa só, entende isso como uma unidade. Somente com o tempo e com os cuidados que a mãe dedica a ela é que a criança vai perceber a diferença entre eles e finalmente entender a individualidade de cada um.

Como é a mãe quem apresenta o mundo para a criança, o resultado é que parte da sua visão de mundo é “transferida” para o filho. Ela coloca um pouco de si no que está mostrando, a visão dela, a forma de ver.

Muitas coisas vão se repetindo. Aquilo que eu recebi da minha mãe, passo para os meus filhos, e eles vão passar para os meus netos, chamamos esse processo de transgeracionalidade.

Todo o desenvolvimento da personalidade, de tudo o que a criança vai ser no futuro, está de certa forma nas mãos dos pais, mas em primeiro lugar da mãe. O pai tem o seu papel, muito importante, mas a mãe é o primeiro contato.

Talvez as pessoas não saibam a importância do afeto que a mãe passa para a criança fisicamente, segurando no colo, dando mamadeira, amamentando, fazendo carinho, pegando na mão, dando banho. Em todos esses momentos ela está passando literalmente calor humano e a sua presença, mostrando que está ali. Tudo isso no futuro vai colaborar para que essa criança seja segura. Mas tudo isso deve ser muito bem dosado, pois é importante ressaltar que esses cuidados dependem da necessidade de cada criança, pois cada ser humano responderá ao ambiente de forma própria, apresentando, a cada momento, condições, potencialidades e dificuldades diferentes.

A “mãe suficientemente boa”, como se diz em psicanálise, é a que proporciona o encontro do vínculo afetivo pelas necessidades fisiológicas até os processos de separação, gerando confiança na criança para suportar-se sozinha posteriormente. Cria condições de separação gradual, oferecendo elementos de suporte ao filho em processo de crescimento físico e psicoemocional.

Na fase da dependência relativa, a mãe suficientemente boa terá de falhar para que o amadurecimento do sujeito possa ocorrer. É a falta da mãe que, na medida certa, levará a criança a tolerar suas próprias angústias e contar consigo nas demais fases da vida.

Dessa forma, o adequado desempenho da função materna não é o da mãe supostamente “perfeita”, mas sim, a mãe flexível o suficiente para poder acompanhar o filho em suas necessidades, as quais oscilam e evoluem no percurso para a maturidade e a autonomia.

Assim, o amparo psíquico da figura materna para com seu bebê é de suma importância para a constituição do eu, sendo a base principal para todos demais relacionamentos do bebê no mundo externo. O sadio relacionamento mãe-bebê representa, desse modo, proteção e segurança para a criança, contribuindo essencialmente para o desenvolvimento adequado do aparelho psíquico.


Joselaine Garcia
Psicóloga CRP 07 18433
Cel para contato: (55) 9167-7928
Cruz Alta - RS

Referências Bibliográfica

Coppolillo, H. (1990). Psicoterapia psicodinâmica de crianças.  Porto Alegre: Artes Médicas.
Klein, M. (1997). A psicanálise de crianças. Rio de Janeiro: Imago.

Kupfer, M. C.M. (2000). Notas sobre o diagnóstico diferencial da psicose e do autismo na infância. Psicol. USP, 11(1), p.85-105.
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1222

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:3q7Q-CacFWMJ:somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp%3Fid%3D12711+FUN%C3%87%C3%83O+MATERNA...&cd=3&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br

MÃE POSSÍVEL...



A mãe ideal não existe, existe a “mãe possível”, cada uma na sua individualidade.


A mãe não necessita ser perfeita, precisa ser equilibrada para proteger, cuidar, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.   


Ser uma mãe atenta e dedicada constitui também poder conviver harmoniosamente com o fato de também ser mulher e cuidar de si, para que possa investir na felicidade de seu filho e na sua.


Dizem que amor de mãe é incondicional, o certo é que ser mãe envolve prazer e sofrimento e como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade no poema Para Sempre: “Mãe não tem limite, é tempo sem hora.” 


Joselaine Garcia
Psicóloga - CRP 07 18433
Cel: (55) 9167-7928
Cruz Alta - RS

MÃE DESNECESSÁRIA....



A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.

Sei que às vezes há uma luta interna enorme para controlar a supermãe que todas temos dentro de nós. Mas mãe, se você fez seu trabalho direito, tem que se tornar desnecessária.

Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes, prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida, até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.

Mãezinha! O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Joselaine Garcia
Psicóloga - CRP 07 18433
cel: (55) 9167-7928
Cruz Alta - RS





quinta-feira, 5 de maio de 2011

PSICOLOGIA IN COMPANY


A importância do bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente do meio corporativo; com este benefício dentro da empresa, o colaborador pode buscar o plantão psicológico para falar sobre seus problemas pessoais e de relacionamento.

Uma empresa, ao decidir oferecer como benefício o atendimento psicológico in-Company, está focada principalmente na saúde integral de seu colaborador e no valor que pode ser agregado à qualidade de vida no trabalho, permitindo que as pessoas trabalhem mais motivadas, com menores índices de estresse.

Além de um benefício oferecido pela empresa, o atendimento psicológico é uma maneira de humanizar as relações interpessoais, pois pessoas saudáveis participam na co-construção de redes internas de relações e ambientes mais cooperativos e criativos.

Muitos trabalhadores, em determinadas circunstâncias de suas vidas, podem se beneficiar ao encontrar uma interlocução diferenciada, que lhes proporciona uma oportunidade de escutar a si mesmos, identificando e reconhecendo seus próprios sentimentos diante de um problema, e admitindo que a dificuldade que estão enfrentando acaba se refletindo no desempenho do trabalho e nos relacionamentos com os colegas.

Nesta prática, são ofertados os seguintes atendimentos:


* Personal Planning: Atendimento individual em Planejamento Pessoal de Vida, que inclui carreira e demais aspectos da vida pessoal.
Personal Planning é uma técnica de PLANEJAMENTO PESSOAL DE VIDA, cobrindo todos os aspectos e papéis que a pessoa exerce na sociedade (profissional, financeiro, familiar, social, afetivo, saúde e beleza, lazer, espiritual, emocional etc.).
O PP faz a pessoa parar para se ver como se fosse um produto na prateleira de uma vitrine, avaliar seus pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades de melhoria/crescimento, bem como DEFINIR os objetivos, planos e metas , devidamente priorizados.

* Psicoterapia Breve: Processo psicoterapêutico breve, focalizado na questão trazida. Trata-se da modalidade de atendimento onde, além de acolher a pessoa e escutá-la ativamente, há intervenções para solucionar o problema.

*Aconselhamento e Orientação: Auxílio psicológico diante da necessidade da pessoa, para que ela possa rever, repensar e refletir sobre seus problemas.

*Mediação de Conflitos Corporativos e Familiares: O processo de mediação tem como objetivo facilitar a resolução de um conflito. As partes envolvidas são convidadas a refletir e, por consenso, propõem uma solução para o(s) problema(s).

* Planejamento de Carreira

* Encaminhamento para outro(s) especialista(s)



Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especialista em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
Fone (55) 9167-7928


quarta-feira, 4 de maio de 2011

RAZÕES PARA FAZER PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um recurso para ajudá-lo a entender melhor a si mesmo, às pessoas ao seu redor e aos seus problemas e pode auxiliá-lo a encontrar maneiras de enfrentar as dificuldades e melhorar sua situação.

O foco principal da terapia está em como os problemas (atuais ou não) interferem com sua vida diária, ajudá-lo a entender esses problemas e a desenvolver maneiras de lidar com eles.



Algumas das razões comuns para fazer psicoterapia são:

◦Querer fazer mudanças positivas em sua vida
◦Dificuldades com relacionamentos
◦Desempenho no trabalho, faculdade ou escola
◦Sentir que sua vida está desequilibrada
◦Querer fazer uma revisão de sua vida
◦Querer recomeçar
◦Desenvolvimento pessoal
◦Problemas de comunicação
◦Trauma por seqüestro, assalto, estupro
◦Ansiedade
◦Pânico
◦Estresse
◦Abuso físico, sexual ou emocional
◦Depressão
◦Sentir que perdeu o sentido na vida
◦Perdas
◦Luto
◦Medo do futuro
◦Transtornos alimentares
◦Dificuldades sexuais
◦Falta de confiança
◦Querer fazer mudanças na carreira
◦Ciúmes
◦Problemas de intimidade
◦Problemas conjugais
◦Obsessões, manias e compulsões
◦Transições de relacionamento
◦Crise de transição de vida
◦Crise de meia-idade
◦Sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê
◦Indecisão
◦Falta do motivação
◦Fobia
◦Problemas do comportamento em adolescentes
◦Não conseguir lidar com as circunstâncias
◦Questões sobre orientação sexual
◦Solidão
◦Isolamento
◦Sentir-se vazio
◦Problemas de identidade e personalidade
◦Questões de auto-estima e auto-conceito

Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
Consultório Psicológico em Cruz Alta/RS
Rua Barão do Rio Branco 1701, sala 101
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

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BLOG COM ACESSO INTERNACIONAL!!!!!


Olá, estou muito contente, pois somente no mês de abril o blog obteve 4.197 acessos e também conforme grafico anexo o blog esta sendo bastante acessado internacionalmente..

Quero agradecer a todos, pois o blog é feito com muito carinho para você.
  
Obrigada a todos!


Joselaine de Fátima G. Garcia
Psicóloga, CRP07/18433
Especializando em Docência Universitária
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