segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:



 1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;
2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;
3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;
4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;
5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;
6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;
7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;
8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;
9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;
10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.

Fonte:

domingo, 28 de novembro de 2010

A INVEJA

Hoje vou falar um pouquinho sobre a INVEJA. Todos nós sentimos naturalmente inveja (o que nos consola profundamente), seja duma forma mais ou menos positiva. Mas quantas vezes na nossa vida somos vítimas da inveja desenfreada de pessoas com quem somos obrigados a conviver?
Muitos invejosos negam a sua patologia e, assim afundarão na mediocridade e poucos conseguirão construir para si mesmo. O tratamento psicoterápico pode ser de grande valia para os invejosos.
Quando a inveja se reflete na sua estrutura-mãe, o invejoso toma consciência deste sentimento e passa a aprender a lidar com a inveja inserida em seu comportamento.
                  O mecanismo responsável pelos ressentimentos do invejoso é a comparação, que normalmente atinge pessoas com baixa-estima que ao se compararem aos outros, exacerbam o seu comportamento invejoso.
Autores de formação psicanalítica consideram a inveja como um sentimento complexo, e não como um impulso ou um derivativo dos instintos e isso ocorre num estágio em que a diferenciação entre o self (eu) e o objeto ainda é muito sutil, levando a sensações que os autores denominam  de "precursores da inveja", considerando a inveja propriamente dita um sentimento universal, cuja intensidade depende das interações sujeito-objeto, e que ocorrem durante o processo de diferenciação.
Tal desequilíbrio entre o nosso eu e o dos outros é decorrente, de processo comparativo, que desde cedo a pessoa passa a viver.  A constante comparação, não assimilada pelos mecanismos de defesa, gera a tendência do indivíduo  desconsiderar que é possuidor do sentimento de inveja, porque este comportamento não aparece tão claro assim.
As pessoas invejosas geralmente são ansiosas e portadoras da tristeza, com alto índice de ira e revolta típica da depressão. Tais emoções se caracterizam por experiências afetivas traumatizantes, como é o caso de crianças que sofreram perdas na  infância, ou situações desagradáveis e negativas que repercutem no seu componente psico-físico. Estas reações embora vivenciadas por todos os seres humanos em inúmeras situações, são desvinculadas da cultura e posição social e econômica em que vivem e o desajustamento pode ser em razão de transtorno de saúde mental (angústia, ansiedade, depressão, etc.) ou física. Tais transtornos atingem níveis intensos provocando a eliminação de hábitos saudáveis tais como exercícios físicos, lazer etc. Passam em conseqüência ao consumo de álcool, drogas ilícitas ou não como calmantes etc. podendo desencadear pelo uso constante  o estágio das práticas de “drogadição”.
Hoje há dados suficientes para afirmar que as emoções positivas potencializam a saúde mental, enquanto as emoções negativas, como a inveja, tendem a diminuí-la.
O invejoso é normalmente inseguro, supersensível, irritadiço, desconfiado, observador minucioso e investigador da vida alheia; sempre armado e alerta contra tudo e contra todos, finge superioridade quando, na realidade sente-se inferiorizado. O comportamento descrito o leva a exaustão, porque necessita ocultar o seu precário estado de harmonia interior.
               Trago aqui alguns tipos de inveja: a Compulsiva, verdadeira, lamentação, mascarada, piedosa, melancólica, maledicente, competitiva, odiosa, insesata, passiva, medíocre, orgulhosa, vaidosa e neurótica.
Pois bem, o fato é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano, manifestando-se em todas as vertentes do nosso quotidiano. Entre amigos, colegas ou até familiares, são frequentes as invejas motivadas por comparações desfavoráveis do status de uma pessoa em relação à outra. Aliada ao ciúme, à mágoa, à falta de auto-estima ou à falta de iniciativa em conseguir obter o que os vitoriosos obtêm, a inveja pode, contudo, ser positiva: quando tomamos alguém bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, rumo ao sucesso. Neste caso, é necessária uma auto-estima que te torne confiante nas tuas capacidades. Por outro lado, o invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância. A crítica é um exemplo, sendo das máscaras da inveja a mais sutil e, ao mesmo tempo, a mais evidente. Isto porque, sempre que caluniamos alguém (ou o criticamos destrutivamente) será porque nos sentimos inferiores a essa pessoa. Daí essa necessidade em falar mal da pessoa que tanto invejamos.
Cada um tem as suas potencialidades e peculiaridades que me podem tornar vitorioso. Como tal, é na auto-comparação que eu reconheço as minhas próprias capacidades. É esta procura de mim mesmo que permite a valorização pessoal.
 Normalmente o invejoso não se ama, vai se auto destruindo quer fisicamente pelas psicossomatizações e psicologicamente destruindo a sua auto-aceitação, ponto de apoio de todo o sucesso pessoal.
Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a auto-estima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa.


FONTES:
KLEIN, M. Psicanálise da Criança. São Paulo, Ed. Mestre Jou , 1969.
________ Inveja e Gratidão e outros trabalhos. Rio de Janeiro, Imago ,
LAPLANCHE, J. et alli Diccionario de Psicoanalisis. Buenos Aires, Editorial Labor, 1971.
__________________ Teoria da sedução generalizada. Porto Alegre, Artes Médicas, 1988.
__________________ Vocabulário da psicanálise. São Paulo, Martins Fontes, 1992. http://antonioaraujo_1.tripod.com/psico1/portugues/inveja/inveja.html



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ANALFABETISMO PSIQUICO!


Psicóloga Joselaine Garcia

As pessoas tem muito pouco contato com o seu mundo emocional, afetivo, enfim, com as coisas que se passam dentro de si. Eu diria que somos analfabetos do ponto de vista psiquico, muitas vezes ter conhecimento, muita cultura até piora a situação, pois a pessoa  muito inteligente busca na sua inteligência explicar tudo que está acontecendo, com ela,  de uma maneira muito racional.

Ganhar dinheiro, ter poder, ter carrões, apartamentos, belas mulheres, homens, enfim ter tudo que mais desejou não traz a felicidade se nós não tivermos bem com nosso mundinho interno.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ALCOOLISMO X ADOLESCENTE

O consumo de álcool começa em média aos 12 anos, e muitas vezes no próprio lar. Muitos desses jovens vêem os pais embriagados. Estes dados reforçam a idéia de que a bebida alcoólica faz parte do universo do adolescente e dos adultos cotidianamente, sendo seu abuso tolerado e muitas vezes não combatido até que as conseqüências se tornam tão visíveis que não se pode ignorá-las.
 

Essas conseqüências no adolescente são principalmente:
  • Diminuição do aproveitamento escolar. 
  • Perda do interesse em atividades próprias da idade como namorar, pratica de esportes.
  • Crises de ansiedade, pânico e quadros depressivos. 
  • Alterações orgânicas importantes, tanto neurológicas, quanto do fígado e pâncreas. 
  • Ganho de peso
É imprescindível a atenção dos pais e das instituições de ensino ao comportamento do jovem e seu grupo de amigos.

Caso seja diagnosticado no jovem um problema ligado ao consumo excessivo de álcool, o primeiro passo para o tratamento é uma mudança dos hábitos familiares do consumo de bebidas: é necessário que o álcool se torne menos presente no cotidiano dessa família e conseqüentemente desse adolescente.
É essencial que esse jovem repense sua relação com o álcool, e o melhor caminho para isso é sempre um processo psicoterápico de qualidade, seja individual ou em grupo.
O processo psicoterápico é de grande valia para o entendimento da relação entre o grupo ao qual esse adolescente pertence e o álcool, e mais que isso qual a importância desta substancia nas suas relações interpessoais. Num segundo momento a psicoterapia pode ajudar em muito esse jovem a entender e modificar a sua relação pessoal com o álcool.
A mudar essa relação com o álcool e o conseqüente entendimento do efeito desta substancia, como elemento presente nas relações interpessoais , leva inevitavelmente à mudança de conduta frente ao consumo da bebida.


Fonte: Dr. Diego Amadeu Batista Bragante
(Psicólogo, CRP 06/74506)
http://www.medicinadocomportamento.com.br/textos_temaslivres9.php


O TERAPEUTA (poema)


Freud

Pois fica decretado
a partir de hoje
que terapeuta é gente também.
Sofre, chora
ama, sente
e às vezes precisa falar.
O olhar atento,
o ouvido aberto,
escutando a tristeza do outro,
quando às vezes a tristeza
maior está dentro do seu peito.
Quanto a mim,
Fico triste, fico alegre
e sinto raiva também.
Sou de carne e osso
e quero que você saiba isto
de mim.
E agora,
que já sabe que sou gente,
quer falar de você para mim?
Cyro Martins (escritor e psiquiatra gaúcho)

Disturbios Psicológicos

Depressão, stress, angústia, ansiedade excessivaproblemas de relacionamento na família e no trabalho, desânimo, síndrome do pânico e outros distúrbios psicológicos não devem ser vistos como coisas normais na vida das pessoas


  NORMAL E NATURAL É QUE TODO SER HUMANO ELIMINE OU REDUZA AO MÁXIMO A SUA DOR E SOFRIMENTO PSICOLÓGICO E EMOCIONAL E EXPERIMENTE MAIS SATISFAÇÃO, FELICIDADE E BEM-ESTAR NA SUA VIDA.

Como Diz Drummond:
  "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. (...)
(...) Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

(Trecho do poema "Definitivo" de Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

COMPULSÃO ALIMENTAR

TACP – Transtorno Alimentar Compulsivo Periódico - Atinge 30% dos obesos.

Envolve o consumo de uma grande quantidade de comida, de forma incontrolável e de maneira rápida, até o ponto de sentir-se "cheio".

Estes eventos não são motivados apenas por fome "física", ainda que períodos de   restrição alimentar podem levar a ataques de compulsão.

Desde a infância associamos Comer a prazer e relaxar. O primeiro prazer que o bebê experimenta é o seio materno. (COMER = TER PRAZER E RELAXAR)

A comida torna-se a coisa mais próxima do amor, mas a comida é apenas um substituto do amor.

A comida esta a nossa disposição quando as pessoas que amamos não estão,
a comida não se levanta e vai embora,
a comida não nos magoa,
a comida não diz não.
a comida está sempre presente,
a comida dá prazer, pôr isso, do carinho, do CONFORTO, do prazer, etc.

Mas Lembre-se que a comida não é, nem nunca SERÁ ESSE SENTIMENTO.  

Mesmo que a fome "física" esteja presente, existem outros "gatilhos" de caráter psicológico, a comida surge como resposta, como fuga ao desconforto causado pelas sensações de medo, stress, culpa, ansiedade, raiva, solidão, tristeza, sensação de incompetência, ansiedade, baixa auto estima, medo de falhar, expectativas frustradas, medo de ser rejeitado, vazio existencial, etc.

A TACP (transtorno compulsão alimentar periódica) tem como resultado uma serie de conseqüências tanto físicas quanto emocionais. A obesidade mórbida é uma dessas conseqüências, portanto não esqueça – a comida  jamais será esse sentimento! Cuide-se, conheça-se (busque o auto conhecimento) e seja feliz!


Características da Compulsão alimentar:

  • Ingestão de grande quantidade de alimentos num período curto de tempo;
  • Preferência pôr alimentos mais calóricos como doces e carboidratos gordurosos
  • A pessoa come mais rápido do que o normal
  • Pode chegar a Comer até se sentir cansada e/ou empanturrada
  • Pôr vergonha poderá comer escondido.
  • Existe uma sensação de descontrole, a pessoa não consegue controlar o impulso de comer.
  • Após o episódio compulsivo, surgem sentimentos de culpa, falta de autocontrole, além de auto rejeição o que causa cada vez mais baixa auto-estima.
Imediatamente após um ataque de compulsão são freqüentes e comuns os sentimentos de vergonha, culpa, ansiedade, depressão e auto depreciação. A sensação física de desconforto grastrointestinal é freqüente e resulta do grande volume de alimento ingerido. A pessoa experimenta sensações de letargia e fadiga.
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IMPORTANTE!!!
Minha amiga(o), você não tem compulsão alimentar por comer demais em festas, casamentos, aniversários, na ceia de natal ou na páscoa, nem mesmo quando "repete" a aquela sobremesa que você adora!




TRANSTORNOS ALIMENTARES

Transtornos Alimentares - são todos aqueles que se caracterizam por apresentar alterações graves do comportamento alimentar, que podem levar ao emagrecimento excessivo ou a obesidade.

 
Os mais comuns são: Anorexia, bulimia, compulsão alimentar

ABORDAREI NESTA POSTAGEM MAIS ESPECIFICAMENTE A ANOREXIA E BULIMIA, A COMPULSÃO ALIMENTAR SERÁ ABORDADA EM OUTRA POSTAGEM

 
Anorexia:

A anorexia não é uma mania, nem um comportamento: é uma doença, uma doença caracterizada por uma perda voluntária de peso, motivada por um desejo patológico de emagrecer aliada a um medo intenso de engordar.  

A perda de peso é conseguida através dos mais diferentes comportamentos: Redução da alimentação, especialmente com relação aos alimentos que contem um maior numero de calorias, exercício físicos intensos, utilização de medicamentos (redutores do apetite) e/ou laxantes/diuréticos, Vômitos provocados.

Desta forma, se produz uma desnutrição progressiva, aliada a transtornos físicos e mentais que podem ser muito graves, inclusive levando a morte.



Os pais devem ficar atentos aos seguintes sinais:

  • Peso muito abaixo do normal para a idade;
  • Imagem distorcida de si (sindrome do espelho invertido) a pessoa se vê muito gorda, embora esteja magérrima;
  • Dietas muito radicais, a pessoa anorexica passa a comer muito pouco ou nada come;
  • Sempre dizem que não estão com fome;
  • Dificilmente sentam-se a mesa com a família para as refeições;
  • Comem muito devagar e picam muito bem os alimentos;
  • Seus assuntos principais são: dietas e alimentação;
  • Fazem muito exercicio físico, muitas vezes na madrugada;
  • Isolamento da familia e amigos
  • Frio excessivo
  • Sono excessivo
  • Lanugo (o corpo fica coberto com uma penugem fina)
  • Amenorréia (falta de menstruação) pelo menos 3 ciclos
  • Queda de cabelo  
  • Mudanças bruscas de humor (irritabilidade, agressividade, impulsividade).Também pode passar por momentos de muita tristeza, apresentando sentimentos de culpa e baixa auto-estima
  • Mentem sobre ter ou não comido, podem “esconder” a comida e depois joga-la fora.
  • Insônia  
  • Podem começar a apresentar problemas de relacionamento com outros membros da família, especialmente a figura materna (ligada à alimentação).
  • dissimular os supostos defeitos físicos (quadris largos, abdômen, etc.).Posteriormente sua
  • Freqüentemente se vestem com roupas largas e sobrepostas, cuja função a principio é função passa a ser a dissimulação da magreza extrema. Tem dificuldade em se vestir e escolher roupas, sempre buscando esconder o seu corpo cada vez mais magro, sob camadas de roupas, ex: calças de moletom, embaixo das calças jeans.

 
Bulimia:

ingestão compulsiva de alimentos em curto espaço de tempo, alterando com comportamento purgativo como vomitar, tomar laxantes, diuréticos, etc.
Os episódios compulsivos são sempre seguidos de culpa, ou seja, sensação de culpa e vergonha.

Uma pessoa com bulimia poderá checar seu peso e forma de maneira obsessiva. Esta "checagem" pode se manifestar através de pesagens freqüentes (varias vezes ao dia), observação de si mesmas no espelho, e medição de varias partes do corpo com fitas métricas ou com as próprias mãos. Para as bulimicas, a auto estima esta diretamente vinculada ao seu peso e forma  corporal. 
As complicações medicas mais comuns da bulimia incluem arritmias cardíacas, sangramentos do esôfago, distúrbios eletrolíticos, problemas gastrintestinais e dentais. As complicações medicas da bulimia podem ser tão severas quanto as da anorexia. Da mesma forma que a anorexia, a bulimia pode levar a morte,  se não tratada de maneira adequada.


 
Sintomas mais comuns:

  • Compulsão alimentar em média 2 vezes na semana, ingere grande quantidade de alimentos num periodo muito cuto de tempo;
  • Sentimento de incapacidade de parar de comer
  • Comportamento compensatório com o fim de evitar o aumento de peso (vomito induzido, ingestão de laxantes, etc)
  • Mudança no estado de humor - irritabilidade, agressividade, apatia, depressão, tristeza, sentimento de culpa, ódio de si.
  • Inchaço das glândulas parótidas (como se estivesse com caxumba). Devido aos vômitos provocados.
  • Perda de dentes (devido ao acido dos vômitos)
  • Vômitos provocados (geralmente logo depois das refeições ou durante o banho). Ficar atento para aquelas que logo após se alimentarem vão ao banheiro.
  • Calos no dorso dos dedos, principalmente indicador.Essas calosidades são chamadas de sinal de Russsell, que as descreveu em 1979. (o uso constante dos dedos para provocar os vômitos provoca lesões devido ao atrito com os dentes)
  • Desmaios e fraqueza, devido ao uso de laxantes e diuréticos que provocam um desequilíbrio eletrolítico (perda de sais minerais como potássio).  

Importante:

A presença de um ou mais sinais não indica necessariamente que a pessoa sofra de algum tipo de distúrbio alimentar.  Por isso não rotule antecipadamente.

Observe sua filha(o) durante um tempo antes de tomar conclusões precipitadas. Caso você não perceba alterações no quadro, procure um profissional.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A DIFICIL ESCOLHA DA PROFISSÃO!

Entrevista para UNICRUZ TV
Assunto: a dificil escolha da profissão.
Entrevistada: Psicóloga Joselaine Garcia
Parte I

Parte II

Parte III (final)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TRABALHO: PARTE DE UM MUNDO MÁGICO OU UM DEMÔNIO A SER EXORCIZADO?




Desde criança somos criados para o mundo do trabalho, aprendemos que o trabalho compõe nossa vida. Quando infante ainda na meninice, brincamos de trabalhar, onde na brincadeira, atuamos “nossos” desejos de um dia sermos adultos e quem sabe ser um professor, um bombeiro, um policial, um médico, um operário, enfim, sonhamos, brincamos de sermos trabalhadores, felizes e realizados.
Quando na idade escolar somos “treinados” para o “mundo” do trabalho e na fase da adolescência, quando começamos a por o pé na realidade do “mundo” do trabalho vemos que esse mundo não era tão lindo, tão perfeito, tão mágico como sonhávamos. Bem acho que aqui esta o detalhe que faz a diferença, trabalho e o “mundo” do trabalho.
Conforme (Dejours, 1994), no trabalho também existe prazer e o adoecimento e as formações das neuroses dependem da estrutura da personalidade que a pessoa desenvolve desde o inicio da sua vida e segundo (Freud) o sofrimento do trabalho nasce das elaborações edificadas nas relações de trabalho, a partir da cultura das organizações e de seus colegas de trabalho.
Observa-se que os valores da cultura da organização sobrepõem-se a seus valores, levando este a uma visão da organização a partir destes novos referenciais que lhes são totalmente fora do seu contexto, resultando em conformismos. As voltas com essa relação perversa e contínua, o trabalhador acaba por demonstrar, no trabalho, sintomatologias. O “mundo” do trabalho torna-se, de forma veloz e inconcebível, um complexo monstruoso, que subjuga o homem em todos os seus aspectos. Esse princípio de realidade internar-se e fere o psiquismo humano.
O trabalho segundo Mendes (1999) é lugar de realização, de identidade, valorização e reconhecimento, sendo a busca do prazer uma constante para todos os trabalhadores na direção de manter o seu equilíbrio psíquico, tendo o sofrimento um lugar que surge a partir das imposições que as condições externas às situações de trabalho impõem aos trabalhadores.
O trabalho é um dos caminhos para o investimento da pulsão por meio da sublimação, que mais aproxima o homem do seu desenvolvimento. O confronto com uma realidade restritiva é que mobiliza a não-gratificação dessa energia pulsional, gerando conflitos e causando sofrimento
Ao refletir na saúde do trabalhador, especialistas tentam, banir o sofrimento do trabalho, no entanto, sofrer corresponde a um estado permanente da condição humana, o sofrimento é a base que confere sentido à vivência do sujeito, trazendo-lhe reconhecimento e identificação por meio da criatividade. Somos seres faltantes!
As doenças somáticas surgem naqueles indivíduos que possuem uma pobre canalização das defesas psíquicas (DEJOURS, 1997).  Quando as defesas psíquicas não conseguem dissipar os conflitos suscitados, sem que ocorra uma descompensação neurótica ou psicótica, surge a doença somática.           
As patologias mentais estão atreladas à formação da personalidade do sujeito. "As descompensações psicóticas e neuróticas dependem, em última instância, da estrutura das personalidades, adquiridas, muito antes, do engajamento na produção" (DEJOURS, 1997, p. 122)
Dejours revela que o trabalho possui um aspecto mais favorável, anunciando que apesar dos resultados funestos da evolução contemporânea da organização do trabalho, esta ainda pode ser fonte de prazer. Como bem vimos, trabalho é fonte de prazer, de estruturação do ser humano, o que causa sofrimento é a organização do trabalho, e o adoecimento se dá naqueles indivíduos que tem uma pobre canalização das defesas psíquicas, ou seja no individuo que tem um ego debilitado e frágil.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sexualidade - Dicas!

É importante que o casal conheça bem o corpo um do outro,
que falem abertamente sobre a sexualidade
e que se estimulem mutuamente
para a relação sexual.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SER PSICÓLOGO

“Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar.”