quinta-feira, 28 de outubro de 2010

COMO LIDAR COM A ANSIEDADE PARA EMAGRECER

As festas de final de ano trazem muita ansiedade e a preocupação de conseguir o que não se conseguiu até agora. Como nem sempre as pessoas conseguem resolver os conflitos internos, passam a se preocupar com fatores externos, e faz parte destes fatores o corpo, ou melhor a preocupação com o corpo. É muito comum nessa época a busca pelo corpo perfeito, pois coincide as férias, verão, corpo a mostra, etc. Como o prazo está terminando, muitas pessoas buscam soluções rápidas e mágicas, o que nem sempre condiz com a realidade.
Acontece um verdadeiro desespero e uma corrida contra o tempo na busca de receitas e programas milagrosos. É nesse momento que as pessoas em geral se perdem em função da necessidade de um resultado imediato. Sendo assim, não pensam, não analisam, apenas querem o resultado desejado, não importando muito o caminho que irão percorrer, pensando apenas em alcançarem seu objetivo.
O fato é que esse desespero pode levar muitas pessoas a consumir medicação sem orientação, ou passando dias sem comer. Ou seja, buscam paliativos que depois podem trazer muitas conseqüências, pois só pensam em uma coisa: emagrecer imediatamente! O problema não é emagrecer, mas sim a maneira que se escolhe fazer isso.
Quando se aproxima o final do ano, esta busca fica desenfreada. Esquecem que tiveram o ano inteiro para fazerem algo que não fizeram e se sobrecarregam de cobranças, como se quisessem compensar o tempo perdido, recomeçando o que pararam durante o ano.
Sempre é tempo de recomeçar, o que não pode acontecer é o imediatismo, é querer um determinado resultado de forma imediata, impondo-se prazos, como uma escala de produção. O organismo humano e a mente precisam de tempo para absorver novos processos e novos comportamentos. Para isso é importante ter a consciência que ficar se cobrando emagrecer, gera muita ansiedade e pode resultar no efeito contrário, pois a mente sente como se estivesse o tempo todo sendo ameaçada e desenvolve mecanismos para se defender.
E aqueles que utilizam a comida para aliviar a ansiedade, acabam por desenvolver um círculo vicioso: quer emagrecer, não tendo resposta imediata, fica nervoso, ansioso, come mais e acaba engordando, gerando mais frustração, mais culpa e a sensação de não ser capaz, destruindo sua auto-estima. Ficando cada vez mais descrente de si mesmo, sem confiança em si, desanima e desiste!
Essa situação pode se transformar se der um passo de cada vez, sem querer acelerar o ritmo natural do processo de reeducação alimentar. O segredo? Consciência e muito diálogo interno! Somos seres humanos, não somos máquinas onde ligamos e desligamos botões e esses obedecem aos novos comandos imediatamente. Somos seres humanos! Temos sentimentos, vontades, desejos, sonhos e que devem ser respeitados. Respeitar-se não é somente atingir o peso desejado, ter uma alimentação saudável, mas respeitar todo movimento que esse processo demanda.
Pare de se cobrar perfeição, afinal, quem é perfeito? Pare já de se criticar vendo em você somente defeitos. Será mesmo que não há nada de belo em você? Pare de fugir do espelho e se olhe com atenção, sem querer encontrar algo para criticar. Olhe com olhos de quem ama. Será que é possível você se perceber assim? Para isso não é preciso de uma época do ano específica, nem condicionar sua busca pelo peso desejado apenas quando alguém ou algo o motivar, e sendo assim, você poderá participar do processo sem cobranças, sem culpas ou prazos, pois sabe que pode contar com a motivação mais importante: aquela que está dentro de você. Caso você não consiga se olhar, se perceber busque ajuda, se reencontre com você mesma!

PSICOTERAPIA – MITOS E VERDADES


É um processo de mútua cooperação, confiança e respeito. O papel do psicólogo é acolher e incentivar, apontando recursos internos que a pessoa possui e ainda não descobriu, levando-a a reconhecer, em si própria, a capacidade e a habilidade de lidar com estes momentos de forma produtiva.  

Toda ação de mudança ou adaptação traz, no princípio, períodos de conflito, daí a importância de se bucar um profissional com sensibilidade para entender sua dor e que lhe faça sentir acolhido.

Trago aqui uma analogia que traduz de forma sublime este relacionamento paciente-terapeuta.

O psicólogo é como um jardineiro, que simplesmente cultiva uma planta (paciente) ou seja, ele não cria a planta, não cria a terra e nem a semente, nem planeja os passos que devem ser seguidos pela planta para atingir a maturidade, florir e frutificar. O jardineiro apenas cria melhores cnodições de solo, abriga a muda quando muito pequena, contra condições climátícas adiversas. Protege-a na medida do possível contra os insetos; livra-lhe a área de crescimento, para que não morra por falta de espaço ou luz. Mas não é ele (jardineiro) que a faz cresce. O crescimento é da própria planta, e é ela que absorve o alímento do solo e, principalmente, é ela quem deita suas próprias raízes, que já estão contidas em sua semente." (Solange Martins Ronconi, psicóloga clínica.)

Procurar um psicólogo não é um sinal de fraqueza, desequilíbrio ou incompetência para lidar com seus próprios problemas ou dificuldades, mas sim, sinal de grandeza interior para reconhecer que somos humanos e sujeitos as limitações e situações que a vida nos impõe, e que necessariamente não temos a obrigação de saber decidir que rumo devemos tomar.

Algumas questões afastam muitas pessoas de clínicas e consultórios psicológicos. Hoje, é uma especialidade vista como elitizada, antigamente para pessoas com problemas mentais.

Este conceito equivocado vem sendo alimentado, em parte, pela mídia, bem como, pela falta de conhecimento a cerca do real valor desta ciência, que estuda a mente e o comportamento humano. Quando uma pessoa de um nível social elevado vai ao "Terapeuta" (Psicoterapeuta), é para tratar o "Stress"; caso contrário, preconceituosamente, as pessoas vão ao psicólogo por que acham que estão ficando "Loucas", o que as faz sentir-se marginalizadas. Na verdade a psicologia, não se limita a estes conceitos, ou melhor, preconceitos, pois é uma ciência idônea, preocupada com o bem-estar e a qualidade de vida do ser humano, no que dizer respeito a sua vida pessoal, familiar e social. Não importa a causa, seja "Stress", "Síndrome do Pânico", "Insônia" ou "Auto-conhecimento", a Psicologia proporciona o auxílio profissional buscando os caminhos que possibilitem a solução ou a melhor forma de convívio com suas queixas ou anseios.

Há, contudo, uma outra questão que tem afastado muitas pessoas de clínicas e consultórios psicológicos - o custo financeiro, no entanto, encontramos, hoje, clínicas e consultórios de psicologia, que primordialmente buscam auxiliar as pessoas que os procuram, tornando-se flexíveis e abertos a adequarem-se conforme às condições apresentadas pelo paciente. Como bem diz a Psicóloga Clinica Solange Martins "Todo profissional alcança pela experiência e qualidade de serviço o seu "Status" profissional, mas ainda somos humanos !!!

"Invista em você!!! Você só tem a ganhar... Melhorando seu bem estar e a qualidade de vida".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ADOLESCÊNCIA - DELINQUÊNCIA JUVENIL

adolescÊNCIA
Delinqüência Juvenil
conhecer e reconhecer!

É impraticável compreender o problema da delinqüência atual sem levar em conta fatores sociais, o ambiente familiar e organização própria da responsabilidade do sujeito, bem como seu momento evolutivo.
Vários fatores estão contribuindo para o incremento da delinqüência juvenil, como a crises do consumo e a escassez de bens materiais, a inquietude social, a quebra do modelo tradicional de família, a inópia da ação educativa, a falta de limites, enfim, como já foi dito vários fatores contribuem para o desvio dos jovens à criminalidade.
Neste sentido, percebemos que existem diversos discursos; não há um conhecimento unânime a respeito da delinqüência juvenil.
Porém, a delinqüência juvenil é fato, sujeito e contexto, mas uma certeza há que ao falar em delinqüência estamos falando de desamparo do ser humano, das crianças, dos jovens, dos pais e da sociedade como um todo e, principalmente, da família.
Desamparo, típico da nossa modernidade cultural, onde a descrença generalizada nos valores tradicionais leva a uma intensa busca de prazer pessoal e do individualismo em detrimento dos ideais coletivos.
Não podemos buscar o isolamento individual com aparência de bem estar e independência, é necessário mudar-mos nossa percepção em relação ao nosso semelhante ao invés de julgá-lo ou buscar explicações de senso comum. “aquilo que se sabe quando ninguém nos interroga, mas que não se sabe mais quando devemos explicar, é algo sobre o que se deve refletir. (evidentemente algo sobre o que, por alguma razão dificilmente se reflete)”. (WITTGESTEIN, 1979. p.49).
O fenômeno da delinqüência juvenil suscita um redimensionamento completo do pensamento, que deve estender-se além das normas legais. Um procedimento tão intricado como a do ser humano não pode ser compreendida se não formos capazes de relativizar nossas próprias normas, se não soubermos nos colocar no lugar do outro e não nos aproximarmos de sua vida da maneira mais isenta possível de nossas parcialidades.
Penso que o despontar deste campo de estudo, que une a patologia mental à social, arquiteta a análise psicossocial da delinqüência Juvenil guiada para a leitura das realidades e ambientes, parafraseando Mafessoli é uma “colcha de retalhos”, ou seja, há um conjunto de elementos totalmente diversos que estabelecem entre si interações, assim sendo é preciso trabalhar em rede, pois rede também é uma forma de pensar, destarte em se tratando de delinqüência juvenil é imprescindível ter um olhar apurado, preparado para perceber o invisível, tentar abrir possibilidades de existência, vislumbrar uma articulação social, poder usar o mesmo espaço de outro jeito, ter uma nova percepção e a construção de sentidos, repensar conceitos, mudança de olhar/pensar, quebrar o que já esta cristalizado é mister produzir híbridos, cria algo novo, assim devemos pensar, conhecer e reconhecer a delinqüência, criando algo novo, percebendo-a como uma mistura de situações que engendram tal reação delinqüente. “O homem é ilusão, e quando perde a capacidade de sonhar, perde a sua essência (...) a violência passa a ser uma reação; a delinqüência, o comportamento que a expressa”. (Trindade, 2002).
“ao invés de tomar a palavra gostaria de ser envolvido por ela e levado bem além de todo começo possível(Foucault, 2001)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COMPULSÃO POR COMPRAS - (ONIOMANIA)


Comprar, comprar e comprar...
Muita gente compra para obter status, por precisão, ou até mesmo por modismo, mas há quem compre pelo simples prazer desse ato.
Quando a compulsão por comprar se apresenta de forma severa, ela se torna uma doença psicológica chamada Oniomania.
As compras compulsivas podem levar a sérios problemas psicológicos, ocupacionais, financeiros e familiares.
A pessoa que sofre de compulsão experimenta uma forte ansiedade que só é aliviada quando faz a compra. Ela não consegue controlar um desejo intrusivo e repetitivo. O ato é imediatamente seguido por intenso sentimento de alívio. Em situações de impossibilidade de comprar podem aparecer sintomas como irritação, sudorese, taquicardia, tremor e sensação de desmaio iminente. Algum tempo depois de adquirir a nova mercadoria, porém, surge a sensação de remorso e decepção diante da incapacidade de controlar o impulso. Numa atitude compensatória, o mal-estar causado pela culpa leva a pessoa a comprar novamente, dando continuidade ao círculo vicioso.
A avaliação do problema não é feita com base na quantidade de dinheiro gasto. Isso, por si só, não constitui evidência para diagnóstico, mas sim prejuízo que o comportamento pode causar na vida da pessoa, já que ela passa a negligenciar atividades sociais importantes como trabalho e família. O que deve ser considerado é a relação do paciente com a compra. Para o compulsivo, o único prazer está no ato de adquirir, ele não pretende usufruir do objeto: é um comportamento vazio.
O comprador compulsivo consome pelo prazer de consumir e não pela real necessidade do objeto, o que lhe excita é o ato de comprar, e não o objeto comprado. Essa pessoa "tem vontade de adquirir, mas não de ter", Na hora da compra, o craving (ou seja, a "avidez" por comprar) fala mais alto. Muitos problemas podem ser gerados por essa doença. Os compulsivos contraem dívidas altíssimas, o que gera problemas pessoais e familiares.
O descontrole é sem limites. Podemos traçar um paralelo entre as compulsões por compras e as dependências químicas. Em ambas, há perda de controle e o paciente se expõe a situações danosas para si e também para os outros. Assim como em alguns casos os dependentes químicos roubam para custear seus vícios, o compulsivo também pode se utilizar de meios ilegais para continuar comprando, quando são privados dos meios de compra, chegam até a roubar. Algumas vezes aplicam golpes, passam cheque sem fundo e pedem dinheiro emprestado para quitar dívidas advindas de sua compulsão.
Cabe esclarecer que não é um defeito de caráter, é uma doença mesmo, a pessoa não é desonesta, ela tem uma incapacidade de controlar esse impulso. Elas chegam ao tratamento porque acabam atrapalhando a vida das outras pessoas.

Entre os comportamentos mais comuns dos compradores compulsivos  estão:
" Esconder as compras da família ou do parceiro;
" Mentir sobre a quantidade verdadeira de dinheiro gasto em compras;
" Gastar em resposta a sentimentos negativos como depressão ou tédio;
" Sentir euforia ou ansiedade durante a realização das compras;
" Culpa, vergonha ou auto-depreciação como resultado das compras;
" Se dedicar muito tempo fazendo "malabarismos" com as contas ou com as dívidas para acomodar os gastos;
" Além de uma atração incontrolável por cartões de créditos e cheques especiais.
Infelizmente, a maioria dos shopaholics só costuma procurar ajuda quando as dívidas estão grandes e os gastos exagerados já acarretam problemas familiares, nos relacionamentos, Em alguns casos, os portadores do transtorno só chegam ao consultório trazidos por familiares, amigos ou pelo cônjuge.

Como saber se és um compulsivo?
" Não resistir ao impulso de comprar
" Gastar mais que o planejado, o que o prejudica financeiramente
" Acabar com seus planos de vida e das pessoas à sua volta
" Pedir dinheiro emprestado para os outros e até aplicar golpes para poder saldar a dívida
" Precisar efetuar a compra de qualquer maneira, independentemente do produto comprado
" Perceber que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco
" Assumir dívidas altas que comprometem sua renda mensal.
 Tratamentos
É necessário que haja um acompanhamento contínuo, ter a assistência de um psicólogo, de um psiquiatra, é necessário auto-conhecimento e a busca do motivo pelo qual a pessoa compra compulsivamente, dependendo da gravidade e dos outros aspectos concomitantes, pode ser necessário o uso de antidepressivos e ansiolíticos.
A terapia envolve tanto a compreensão racional de seus atos, a busca de soluções práticas quanto a formas de pagar as dívidas, como o entendimento das emoções básicas não atendidas que resultaram em compulsão. Muitas vezes há fortes eventos na história de vida deste compulsivo que colaboraram na instalação do sintoma, mas muitas vezes os eventos não são tão óbvios assim. Informações disfuncionais absorvidas ao longo da vida em doses imperceptíveis, podem ter fortes influencias.
Tem cura para a compulsão ou isso sempre volta?
Comumente volta sim. É uma coisa que podemos dizer que é crônica. Algumas pessoas se recuperam, mas é sempre bom ficar atento, pois o caminho para superação é difícil, mas não impossível.

ESTRESSE NO TRABALHO

Talvez o ambiente do trabalho tenha se modificado e acompanhado o avanço das tecnologias com mais velocidade do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Os trabalhadores vivem hoje sob contínua tensão, não só no ambiente de trabalho, como também na vida em geral.
Há, portanto, uma ampla área da vida moderna onde se misturam os estressores do trabalho e da vida cotidiana. A pessoa, além das habituais responsabilidades ocupacionais, além da alta competitividade exigida pelas empresas, além das necessidades de aprendizado constante, tem que lidar com os estressores normais da vida em sociedade, tais como a segurança social, a manutenção da família, as exigências culturais, etc. É bem possível que todos esses novos desafios superem os limites adaptativos levando ao estresse.
O stress é cada vez mais indissociável da vida moderna em geral e da vida profissional em particular. Em “doses” moderadas, acaba por ser funcional, já que nos motiva e nos ajuda a fazer face à competitividade. Contudo, a partir de determinados níveis, pode ser extremamente prejudicial à nossa saúde.

O Ministério da Previdência apontou o aumento expressivo, de 2000% entre 2006 e 2009, no número de casos de afastamentos por distúrbios mentais, transtornos emocionais, doenças do sistema nervoso e problemas no sistema digestivo. A organização atual do trabalho, com jornadas excessivas, pressões por metas abusivas, assédio moral e ameaça de demissão estão adoecendo mentalmente os trabalhadores, trazendo prejuízos para toda a vida familiar e social.

Mas o que é exatamente estresse?

Podemos conceituar o stress como uma moderna patologia que causa uma total desorganização no âmbito psicológico, emocional, físico e afeta o nosso sistema imunológico. O fato de afetar o nosso sistema imunológico é muito importante, isso por que promove uma suscetibilidade a desenvolvimento de outras patologias, visto que ficamos menos resistentes a inúmeros agentes patológicos.

 Agora! O que difere tais vítimas de tais situações? É justamente a capacidade que cada um possa ter de se adaptar as situações por mais complexas e ruins sejam. Cada ser humano reage de uma maneira diante das variadas situações. O que pode ser extremamente estressante para um pode não significar nada para outro. O estresse laboral independe do nível intelectual do trabalhador e do cargo que ele ocupa na Empresa. Depende do autoconhecimento, o individuo estressado é plenamente desfocado de si sente-se perdido, procura no externo o que está dentro de si mesmo, por isso a necessidade de autoconhecimento, pois sem autoconhecimento a fragilidade emocional é provocada, portanto é necessário saber meus limites, minhas fraquezas, preciso saber me planejar, organizar, enfim me conhecer, pois só me conhecendo vou saber minhas limitações e minhas capacidades.

Entre os fatores estressores podemos citar:

  • A falta do controle de trabalho, ou seja, da participação do trabalhador na determinação da própria rotina;
  • A inexistência ou deficiência do suporte social, isto é, o auxílio de supervisores e colegas durante a execução das tarefas;
  • O sofrimento proveniente do conteúdo e carga de trabalho;
  • Ameaça de desemprego;
  • Responsabilidade, acima da capacidade do trabalhador, pela vida e bem-estar de outras pessoas;
  • Desconforto ambiental (ruído elevado, iluminação inadequada, pouco espaço, temperatura elevada ou baixa, excesso de pessoas, etc.);
  • Baixa complexidade do trabalho, caracterizado por atividades repetitivas ou monótonas ou alta complexidade, gerando sentimento de incapacidade.

Alguns sintomas que podem indicar o estresse ocupacional:

- Esgotamento emocional, com diminuição da capacidade física e mental;
- Desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou descontrole agressivo ;
- Sensações emocionais desencorajadoras, como: falta de realização pessoal, tendência a desvalorizar  o próprio trabalho, sentimentos de vazio, esgotamento, impotência, baixa auto-estima;
- Irritabilidade freqüente, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância a frustração, comportamento paranóide ou agressivo;
- Manifestações físicas de fundo psicossomático com fadiga crônica, dores de cabeça freqüentes, insônia ou hipersonia, hipertensão arterial, desordens cardíacas e gastrintestinais entre tantas outras;
- Manifestações comportamentais compulsivas, como o consumo aumentado de café, álcool ou drogas,
- Distanciamento afetivo dos clientes e companheiros,
- Baixo rendimento pessoal e,
- Freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

É importante ressaltar que apesar da vida cotidiana ter proporção e ritmo elevado é necessário que o ser humano consiga lidar com o estresse porque não há como eliminá-lo. Apenas saber lidar com esse sintoma. Quando ocorre o excesso de estresse dentro das organizações os colaboradores e a empresa correm risco de presenciar sérios problemas. Pode-se citar como fatores negativos a baixa produtividade, mudança de humor, índice de absenteísmo, insatisfação, impaciência, instabilidade emocional, alcoolismo, droga, acidentes de trabalho, irritabilidade, conflitos interpessoais.

O estresse ocupacional pode ser responsável por boa parte dos gastos anuais das empresas por gerar queda na produtividade devido também às faltas no trabalho, pagamentos de horas-extras, desperdício de material de trabalho, além de custos elevados com assistência médica.

Lidar com o estresse no trabalho compreende um esforço conjunto da Empresa  e de profissionais habilitados em combaterem esse distúrbio. Esta união poderá ajudar o indivíduo afetado e que não consegue, por recursos próprios, enfrentar a situação.

Algumas empresas estão investindo no seu colaborador, pois este é o seu maior capital, estão buscando a intervenção Psicológica para combater o estresse, os benefícios com a prevenção do estresse no trabalho relacionam-se diretamente com o aumento da produtividade e, conseqüentemente, dos lucros.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

QUANDO PROCURAR UM PSICÓLOGO

  
A Psicologia com suas técnicas científicas pode realmente ajudar as pessoas a viverem melhor, pois o objetivo maior é o autoconhecimento. É preciso deixar claro que quando se procura um profissional, ele não está lá para dar conselhos, julgar, dizer se você está certo ou errado, mas sim para pensar junto e ajudá-lo a chegar na essência de quem você realmente é.
 
O importante é procurar um profissional com sensibilidade para entender sua dor e que lhe faça sentir acolhido.

Procurar ajuda terapêutica é um sinal de coragem e maturidade.

Mas infelizmente, o preconceito faz com que muitos deixem de se beneficiar do trabalho terapêutico, pois participar deste processo ainda é considerado “coisa de louco”, quando na realidade, a alienação de si mesmo é que se torna o maior gerador de conflitos.

Hoje é qualidade de vida!

PROCURAR UM PSICÓLOGO QUANDO SENTIR:

- angústia
- tristeza profunda e prolongada
- doenças/sintomas freqüentes
- conflitos nos relacionamentos
- agressividade
- vítima de maus-tratos
- abuso físico, sexual e psicológico na infância
- pesadelos freqüentes
- necessidade excessiva de agradar
- busca incessante de aprovação e reconhecimento
- não saber lidar com as próprias emoções, nem tem controle das mesmas
- insegurança
- auto-estima baixa
- falta de amor-próprio
- necessidade em elevar o autoconhecimento
- ou qualquer sentimento ou situação que não saiba como lidar

 BENEFÍCIOS AUTOCONHECIMENTO:
- maior controle emocional
- consciência maior das origens dos comportamentos
- ausência conflitos emocionais
- melhor relação consigo mesmo e com os outros
- equilíbrio razão X emoção
- necessidade de aprovação, reconhecimento e/agradar diminuem
- auto-estima e amor-próprio aumentam
- paz interior